Janeiro de 2020 foi o mês mais quente já registrado

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O primeiro mês deste ano foi o mais quente em todo o planeta desde o início dos registros, há 140 anos

Janeiro de 2020 foi o mês mais quente do planeta desde que iniciou o registro de temperatura da Terra, em 1880. Os dados são do Relatório Global do Clima da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (em inglês, National Oceanic and Atmospheric Administration, NOAA).

A temperatura global do planeta bateu um recorde, atingindo uma média de 1,14°C acima da média do século XX. Além da temperatura ter sido a mais quente de todos os períodos de medição, as temperaturas dos oceanos foram as segundas mais quentes já registradas.

Com estes dados, fica claro que o aquecimento global é o principal responsável pela elevação das temperaturas do planeta.

Por que devemos nos preocupar com a elevação da temperatura?

É fato que a temperatura média da Terra aumentou nos últimos anos, principalmente após o advento da Revolução Industrial. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o planeta está quase um grau mais quente do que estava antes do processo de industrialização.

Um grau a mais na temperatura pode parecer pouco, mas é um evento incomum na história do nosso planeta. O registro climático da Terra, preservado em anéis de árvores, núcleos de gelo e recifes de coral, mostra que a temperatura média global sempre foi estável por muitos anos. Contudo, se o aquecimento continuar, os cientistas afirmam que essas mudanças de temperatura podem provocar enormes mudanças no ambiente, com regiões mais secas e fortes ondas de calor, furacões mais intensos, além da elevação do nível dos mares por conta do derretimento das geleiras.

O que os países estão fazendo para conter o aquecimento?

Países em todo o mundo reconheceram a necessidade de agir para frear o aquecimento global. Exemplo disso é o Acordo de Paris, firmado em 2015 por mais de 190 países e que tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa estabelecendo metas para manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC.

O único país que não aderiu ao acordo foi a Síria, por viver uma situação de guerra civil. Em 2017, Donald Trump avisou que retiraria os Estados Unidos do Acordo, alegando que negociaria um retorno em termos “mais justos para os EUA”. A saída oficial dos Estados Unidos, que responde por 17,9% das emissões no planeta, deverá entrar em vigor a partir de 4 de novembro de 2020.

Os países signatários do Acordo estão construindo os seus próprios compromissos, a partir das chamadas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (INDC), na sigla em inglês de Intended Nationally Determined Contributions.

Por meio das INDCs, cada nação apresentou sua contribuição de redução de emissões dos gases de efeito estufa, seguindo o que cada governo considera viável a partir do cenário social e econômico local.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil comprometeu-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Para isso, o país se comprometeu a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

Aqui você confere a INDC brasileira na íntegra.