ICMBio e Ibama se unem para proteger fauna em Regência, ES

366 Visualizações
iStockphoto.com / italiansight Ambientalistas lutam para salvar tartarugas e peixes.

A catástrofe ambiental que começou com o rompimento de barragens da Mineradora Samarco já atingiu o Espírito Santo. Para minimizar os danos que a lama com rejeitos de mimeração podem causar à fauna na região de Regência, Espírito Santo, o Ibama e o ICMBio iniciaram ações de emergência.

Nos últimos dias as duas instituições retiraram os ovos das tartarugas das áreas de risco que estão enterradas por toda a extensão da praia. O Projeto Tamar também participa da ação e está fazendo o monitoramento das praias onde as tartarugas marinhas costumam desovar.

Agora o foco são os peixes. O Ibama e ICMBio farão a captura das espécies e dar início a uma espécie de poupança genética. A partir dela farão um processo de reprodução em cativeiro e o consequente repovoamento do rio. Além disso, material do rio será coletado para que seja possível avaliar os danos aos peixes e as formas de recuperação do rio.

Para ajudar é preciso ter cautela

Sem sombra de dúvida este desastre ambiental ocorrido no ínício de novembro comeveu o mundo. Porém, é preciso conter a precipitação na hora de transportar os peixes do Rio Doce para lagoas marginais no Espírito Santo. O Ibama e a Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI) ressaltam que é preciso ter cautela para não tornar o problema ainda mais sério.

Em notícia divulgada pelo próprio Ibama, a instituição explica que os peixes de rio e os das lagoas apresentam características e comportamentos distintos.

A transferência indiscriminada de peixes do rio para as lagoas pode gerar os seguintes problemas potenciais:

– Altíssimos índices de mortalidade dos peixes trazidos do Rio Doce, pelas dificuldades técnicas no transporte ou pela não adaptação aos ambientes das lagoas marginais;
– Predação maciça de peixes jovens em desenvolvimento em lagoas que tenham papel de berçário;
– Transferência indiscriminada de espécies exóticas invasoras presentes no Rio Doce, como o bagre africano e o Tucunaré;
– Concorrência intensa com os peixes residentes das lagoas, por comida e refúgios;
– Alterações químicas decorrentes de possíveis contaminantes que podem já ter chegado aos pontos mais baixos do Rio Doce;
– Mortandade em massa pelo esgotamento de oxigênio na água em razão da superlotação das lagoas.