Viaduto nas Ilhas Canárias pode produzir energia renovável

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José Antonio Peñas (Sinc) Energia gerada pelas turbinas poderia abastecer até 500 casas de consumo médio

O Juncal Viaduct, em Gran Canaria, tem servido como uma referência para pesquisadores espanhóis e britânicos. Eles querem verificar se o vento que sopra entre os pilares sobre este tipo de infraestrutura podem se mover em turbinas eólicas e produzir energia.

A ideia é que as turbinas eólicas possam ser instaladas sob algumas das maiores pontes da rede rodoviária para produzir eletricidade. O estudo é baseado em modelos e simulações de computador, que foram realizadas pelo pesquisador Oscar Soto e seus colegas na Universidade de Kingston (Londres). Os investigadores apresentaram turbinas eólicas como discos porosos, a fim de avaliar a resistência do ar e testar diferentes tipos de configurações.

Os resultados dos estudos apontam que cada tipo de viaduto comporta tamanhos de turbinas específicos. No caso da Juncal Viaduct, a potência avaliada seria de cerca de 0,25 MW por turbina eólica. Assim, com duas turbinas, a produção total de energia seria de 0,5 MW, que é considerada na faixa de média potência. Com essa potência, as turbinas seriam capazes de alimentar entre 450 e 500 casas de consumo médio.

A pesquisa foi promovida pela ZECSA, empresa das Ilhas Canárias. Agora, pesquisadores da Universidade de Vigo e de Las Palmas, Gran Canaria University, analisam as condições necessárias para o que projeto possa ser colocado em prática. O projeto faz parte de um programa de políticas públicas que visam o investimento em energias renováveis e sustentáveis, o PAINPER.

“O PAINPER é uma iniciativa que emerge das dificuldades observadas na implantação deste tipo de energia em territórios fortemente urbanizadas, bem como áreas protegidas, com pouco espaço disponível para novas instalações”, diz Aday C. Martín, gerente de ZECSA ao site Science Daily, que considera que a energia renovável produzida em turbinas eólicas sob viadutos poderia ser complementada ainda com o uso dos potenciais solares, geotérmicos e de biomassa.