Trilhas das Unidades de Conservação vão ganhar sinalização

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iStockphoto.com / blyjak No Brasil apenas 300 km de trilhas são sinalizados.

As unidades de conservação brasileiras têm um grande potencial turístico, principalmente os parques nacionais, estaduais e municipais. No entanto, o que tem afastado muitas pessoas é justamente a falta de sinalização e de padronização das placas.

As trilhas, assim como todas as estradas, têm a necessidade de uma sinalização clara e eficiente, já que o turista geralmente está em um local desconhecido. Além de informações sobre a atração a ser visitada, as placas devem trazer a distância a ser percorrida, o grau de dificuldade para chegar ao local, os animais que podem ser encontrados no caminho, bem como informações sobre a fauna e flora da região.

Somente dessa forma é possível preservar a vida dos usuários e evitar que eles se percam. É uma ótima opção também para a conscientização ambiental, já que as placas trazem informações educativas.

Muito trabalho a ser feito

O Brasil conta com 75 milhões de hectares preservados pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC. Desse total, apenas 300km de trilhas são sinalizados. Os dados são assustadores, já que o Sistema de Florestas Nacionais dos Estados Unidos, com cerca de 73 milhões de hectares, conta com 225 mil km de trilhas sinalizadas.

De acordo com a coordenação do Programa Mata Atlântica do WWF-Brasil, um manual prático de sinalização de trilhas acaba de ser lançado e deve mudar essa realidade. O guia comprova o quanto é importante, barato e fácil sinalizar áreas protegidas abertas para o uso público e o ecoturismo.

O documento mostra também como o processo tem sido feito mundo afora e busca, por meio do compartilhamento de técnicas e de exemplos práticos, contribuir para que os gestores de áreas protegidas e a população em geral possam trabalhar com soluções simples.

Além de ser um incentivo à conservação, o manual busca promover novas oportunidades de visitação destas áreas, já que cria normas e restrições adequadas às possibilidades locais. Dessa forma, é possível traçar os pontos a serem visitados, quais as necessidades básicas do parque e como deve ser sua infraestrutura.

Você pode conhecer o guia acessando aqui.