Escola de BH desenvolve projeto de aquaponia

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Divulgação / E. M. Adauto Lúcio Cardoso Plantação inclui morangos, cebolinha, almeirão e pés de alface.

Em 2015, o secretário-geral da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, realizou um discurso impactante sobre a maneira como a sociedade se relaciona com os meios de produção agrícola e o que poderia acontecer se caso, num futuro próximo, essas áreas de cultivação não existissem mais.

A partir do discurso do secretário-geral da FAO, o monitor escolar Walisson Ailton, fez a seguinte reflexão: “Se em 2050 nove bilhões de habitantes do planeta não tivessem áreas agricultáveis, como iriam produzir alimentos?”. A partir daí originou-se a ideia de criar um grande e inovador projeto em uma escola em Belo Horizonte (MG).

Mas o que o monitor certamente não esperava é que os estudantes fossem encontrar soluções de plantio ligadas a técnicas tão modernas. E foi desta forma que o sistema de aquaponia desenvolvido por alunos com idade entre 10 a 15 anos da E. M. Adauto Lúcio Cardoso foi construído com a ajuda do professor coordenador Fábio Lopes e do próprio Walisson.

Divulgação/E. M. Adauto Lúcio Cardoso Pequenos peixes também foram incluídos no processo.

Iniciativa bem-sucedida

Basicamente, o projeto conta com uma horta onde foram plantados morangos, cebolinha, almeirão e, em maior quantidade, pés de alface. Com o resultado das primeiras colheitas, os jovens aprimoraram o sistema de aquaponia, incluindo no ciclo aquários com pequenos peixes para criar uma espécie de recirculação da água usada para alimentar não só os animais como também a produção, seguindo as orientações da técnica de hidroponia (cultivo de vegetais na água).

Com a escola disponibilizando todo o suporte necessário para a operação e aproveitando um espaço inutilizado de mais ou menos 20 metros nos fundos do terreno, os alunos iniciaram as atividades em fevereiro de 2016, concluindo as “obras” do projeto no final do ano.

Para se ter uma ideia do sucesso do projeto, os alunos decidiram criar uma empresa oficial com cartilhas de instrução e redes sociais para divulgar não só na cidade, mas principalmente para encontrar possíveis parcerias. De quebra, os organizadores da escola contam como a criação do projeto impactou positivamente no interesse dos jovens em se aplicar nos estudos.

Divulgação/E. M. Adauto Lúcio Cardoso Aquaponia – E. M. Adauto Lúcio Cardoso
Divulgação/E. M. Adauto Lúcio Cardoso Aquaponia – E. M. Adauto Lúcio Cardoso