A situação do lixo eletrônico no Brasil e no mundo

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© Depositphotos.com / haraldmuc Lixo eletrônico.

Em dezembro de 2013, a Universidade das Nações Unidas (UNU) divulgou os resultados de um estudo que demonstra a alarmante situação do lixo eletrônico no mundo: até 2017, a tendência é que a incidência deste tipo de resíduo aumente 33%, atingindo o montante de 65,4 milhões de toneladas. Para que se tenha ideia, esta quantidade equivale a 200 edifícios como o Empire State de Nova Iorque ou 11 construções com as mesmas dimensões da Grande Pirâmide de Giza, no Egito.

O estudo, que surgiu de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU), empresas, governos, e organizações não governamentais, traça o primeiro mapa global de lixo eletrônico mostrando, inclusive, a quantidade produzida por cada país estudado.

Desta forma o estudo conseguiu verificar que em 2012 a China e os Estados Unidos foram os países que mais geraram lixo eletrônico em todo o planeta – 7,3 e 9 milhões de toneladas, respectivamente. Não por acaso, foram também as nações que mais fabricaram equipamentos eletrônicos e elétricos, respectivamente 11,1 e 10 milhões de toneladas. Analisando-se a produção per capita, os Estados Unidos geraram 29,8 quilos de lixo eletrônico por pessoa, seis vezes mais que a China.

Na América Latina, Brasil e México foram os países que geraram mais lixo eletrônico. Em 2012, o Brasil pôs no mercado dois milhões de toneladas de equipamentos eletrônicos e elétricos e gerou 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico, aproximadamente 7 quilos por habitante. O México, por sua vez, lançou 1,5 milhão de toneladas de eletrônicos e gerou 1 milhão de toneladas de lixo, o equivalente a 9 quilos por habitante.

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