Descobertas novas espécies no Himalaia

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© Henning Strack Hansen Entre as descobertas estão 26 novas espécies de peixes.

Macacos que espirram na chuva e peixes que nadam de maneira esquisita. No Himalaia, esse tipo de animal exótico e jamais visto antes, ao que parece, é comum. Nos últimos cinco anos, foram descobertas mais de 170 novas espécies da região.

Um recente relatório sobre a vida selvagem no Nepal, Butão, extremo norte de Mianmar, sul do Tibete e nordeste da Índia, trouxe muitas novidades nos últimos cinco anos. Dentre as novas espécies, estão 133 plantas, 26 espécies de peixes, 10 novos anfíbios, um réptil, um mamífero e um pássaro.

Novas espécies são ricas em cores

© Sanjay Sondhi Bompu Litter Frog

Segundo a WWF, destacam-se a ave de nome wren-babbler, um sapo de olhos azuis e uma serpente com cabeça amarelada, vermelha e laranja. Além disso, um macaco de nariz arrebitado, que espirra na chuva, apelidado de Snubby, também tem chamado a atenção dos especialistas.

De acordo com os cientistas, os moradores das florestas remotas do norte de Myanmar revelaram que essa espécie é mais fácil de ser encontrada em dias úmidos porque, ao que parece, tem a água da chuva em seu nariz arrebitado, fazendo-o espirrar. No relatório ainda consta que para evitar o problema, eles passam os dias chuvosos sentados com a cabeça entre os joelhos dobrados.

Já no mar, entre os novos peixes encontrados está uma espécie que tem como característica o azul vibrante na pele. Ele pode sobreviver em terra por até quatro dias e se rastejar por até um quarto de milha em terreno molhado.

Alerta para preservação das espécies

Além das descobertas, o relatório também adverte sobre as ameaças que esses animais enfrentam. Os habitats originais da região estão degradados, apenas quatro estão intactos. A mudança climática é a maior ameaça para a região, seguida do crescimento da população, o desmatamento, a caça ilegal, a mineração, o comércio de espécies selvagens, poluição e desenvolvimento de usinas hidrelétricas.

Para a WWF, o relatório deve servir como um lembrete de que se não agirmos agora para proteger esses ecossistemas mais frágeis, a maior parte das riquezas naturais podem ser perdidas para sempre.

De modo a garantir um desenvolvimento sustentável e fortalecer a economia verde, a organização tem investido em serviços para a sociedade e discussões governamentais para garantir o acesso a hidrelétricas sustentáveis ​​e permitir que todos se adaptem às mudanças climáticas.

© R. Gogoi & S. Borah Impatiens lohitensis

Confira o estudo clicando aqui.