Investimento em energia renovável caiu 14% em 2013, alerta PNUMA

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© Depositphotos.com / MEscudero Energia solar – Painéis fotovoltaicos.

Publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o documento Global Trends in Renewable Energy Investment 2014 (“Tendências Globais de Investimento em Energia Renovável 2014”, numa tradução do inglês) apontou que financiamento mundial de projetos no setor de geração de eletricidade limpa chegou a US$ 214 bilhões em 2013. Entretanto, conforme o estudo produzido em conjunto com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF), o montante acumulado no último ano é 14% menor do que o registrado em 2012.

Evidenciando que, numa comparação entre os períodos, cerca de 35,1 milhões de dólares deixaram de ser direcionados especificamente a sistemas fotovoltaicos, o levantamento atribui o declínio às incertezas políticas. Sendo assim, nações como Estados Unidos, Alemanha, Índia, Reino Unido, França, Suécia, Romênia e Polônia alegaram que as dúvidas em relação à legislação afetaram suas decisões sobre a implantação ou expansão de energias renováveis.

Segundo o PNUMA, o valor arrecadado em 2013 foi considerado como o total mais baixo desde 2009, e inferior ao captado em 2011, com uma diferença de US$ 65 bilhões. Além disso, aproximadamente US$ 54 bilhões do que foi investido em 2013 não está associado a inovações, mas sim a aquisição e manutenção de infraestruturas pertencentes a corporações.

No entanto, o documento relata avanços ligados à energia limpa, pois, excluindo as grandes hidrelétricas, as fontes elétricas ecologicamente corretas representam 8,5% da matriz energética global e compõem 43,6% de toda a capacidade adquirida no ano passado. Embora o notado desenvolvimento, tal performance não foi capaz de impedir o aumento de 1,2 bilhão de toneladas nas emissões globais de dióxido de carbono gerada pela produção de energia.

No Brasil, o financiamento caiu 54%, chegando a US$ 3 bilhões, devido ao atraso dos leilões públicos, o que acarretou no desempenho mais baixo desde 2005. Enquanto isso, a China aplicou US$ 56 bi na criação de energia limpa, a Europa somou US$ 48 bilhões e os Estados Unidos desembolsaram cerca de 36 bilhões de dólares.

bioimagens Energia Eólica.