Sustentabilidade sobre rodas: a diferença entre ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota

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trânsito de São Paulo
Foto: Folha

Com o aumento da população e das atividades em grandes centros urbanos, cresceu também o número de carros e o trânsito. A situação caótica e as filas quilométricas de carros fazem com que a população tenha uma péssima qualidade de vida. Isso porque, além do desgaste físico e mental, há também os problemas gerados pelos gases emitidos, que influenciam e degradam o meio ambiente e o ar.

Dessa forma, a busca por soluções que visam combater esses problemas sociais, econômicos e ambientais se tornou constante, bem como as discussões em torno do uso de um meio de transporte alternativo, mais sustentável, ecológico, saudável e barato.

Especialistas em sustentabilidade e trânsito acreditam que é a bicicleta que deve desempenhar o papel fundamental nessa mudança de cenário, já que ela ocupa menos espaço que um ônibus e que um carro, melhora a saúde e não lança gases na atmosfera.

Nesse sentido, governo, empresas e organizações vêm criando formas de envolver a população nesse projeto, com a criação de ações para quem vai trabalhar de bicicleta e de faixas especiais para quem usa o veículo.

As chamadas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas vêm se tornando cada vez mais presentes nas ruas e rodovias das cidades e estados. Mas, ao contrário do que se imagina, elas se diferem uma da outra e muita gente ainda não conhece como funcionam.

Ciclovia

Encontradas normalmente em vias expressas e avenidas, o espaço é destinado exclusivamente aos ciclistas. Para separar os carros das bicicletas são utilizadas grades, muretas, blocos de concreto ou outros tipos de isolamento fixo. Atualmente, em São Paulo, há a Ciclovia do Rio Pinheiros, da Braz Leme e Radial Leste. Além das ciclovias presentes na orla das cidades litorâneas do estado.

Ciclovia
Ciclovia da Marginal Pinheiros, São Paulo. Foto: debicicleta

Ciclofaixa

Sem separação física, as ciclofaixas normalmente são representadas por faixas pintadas no chão. Mais barata que a ciclovia, já que utiliza a estrutura viária existente, o modelo vem sendo uma ótima alternativa nas grandes cidades.

A exemplo disso, temos a ciclofaixa na avenida mais famosa de São Paulo, a Paulista. No entanto, por ser um local de grande acesso de carros, a faixa funciona apenas aos finais de semana e em alguns outros dias específicos.

Ciclofaixa
Ciclofaixa do centro de São Paulo. Foto: ciclofaixa

Ciclorrota

Sem separação alguma, a ciclorrota se refere a uma rota traçada como sendo a melhor opção para os ciclistas, que pode ser sinalizado ou não. Neste caso, carro e bicicleta dividem a rua, tendo como separação apenas o bom senso do motorista, que deve reduzir a velocidade e ter a atenção redobrada. Em São Paulo podemos destacar as ciclorrotas da Mooca, da Lapa e do Brooklin.

Ciclorrota
Ciclorrota em rua de São Paulo. Foto: euvoudebike