Sacola oxibiodegradável: uma opção para diminuir o impacto no meio ambiente

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A problemática dos plásticos lançados de forma periódica no ambiente é muito séria e está sendo resolvida aos poucos. Com tempo de decomposição de aproximados 200 anos, este material, cuja composição inclui petróleo – uma substância não renovável – é responsável por grande porcentagem do lixo acumulado em lixões.

Sacola biodegradável
Foto: David Paul Morris

Sua produção dispõe de bastante água e energia, entope bueiros e córregos, ao ser queimado libera toxinas nocivas e é responsável pela morte por asfixia de diversos animais marinhos – ambiente que está significativamente tomado por estas questões.

Considerando tais aspectos, tem-se falado bastante nas famosas sacolinhas de supermercado, com a substituição destas pelas caixas de papelão dos estoques, o uso de sacolas de PET ou ainda algodão retornáveis. Agora chegou a vez delas tomarem lugar na discussão: as sacolas oxibiodegradáveis.

Estas vêm com a promessa de desintegração em tempo muito menor, por conta de um processo de aditivos que aceleram sua degradação ao reagir com o oxigênio, e com a nutrição dos fragmentos moleculares por micro-organismos, sendo estes convertidos em dióxido de carbono, água e biomassa. Ao contrário de sacolas biodegradáveis, não é necessário que estas estejam em um ambiente biologicamente ativo, basta estarem expostas a luz solar ou artificial a aproximadamente 40°C. Assim, as indústrias responsáveis afirmam que 18 meses é o tempo suficiente para que as sacolas deixem de existir. Em vários estados de nosso país já está em pauta a substituição de sacolas de plástico convencional pelas oxibiodegradáveis.

Saiba mais sobre o plástico oxibiodegradável

O plástico oxibiodegradável é produzido com a intenção de acelerar a sua degradação no meio ambiente sem causar impactos ambientais. Demora cerca de 18 meses para se decompor totalmente, enquanto o plástico comum, como dito anteriormente, dura de duzentos a quinhentos anos.

Com a inserção das novas sacolas, evitaremos a poluição dos córregos, rios e oceanos, além de que, claro, facilitará a decomposição dos resíduos nos lixões. Vale lembrar que menos plástico nos esgotos faz a água escoar mais rápido, ou seja, ocorreriam menos enchentes.

Sacola no mar
Foto: blogspot

Para se ter uma ideia, leve em conta todo o plástico que você usa e joga no lixo no seu dia a dia. Agora pense que desde 1930, quando o plástico foi introduzido, menos de 5% do total produzido até hoje foi incinerado, e que os outros 95% estão por aí, poluindo o meio ambiente.

Atualmente, toneladas de plástico de uso único, que não são reaproveitados, são desperdiçados e jogados fora sem nenhum controle. São sacolas de supermercado, lojas, embalagens e diversos outros produtos que temos contato diariamente. É significativamente importante lembrar que os produtos com tecnologia de oxibiodegradação não necessitam de um ambiente biologicamente ativo para começar a degradar. A degradação acontecerá mesmo que o plástico seja descartado indevidamente e abandonado ao ar livre.

Alguns dados importantes:

● Aproximadamente 56% do lixo plástico é composto por embalagens utilizadas apenas uma vez.

● O mundo consome 1 milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano.

● É o resíduo que mais polui as cidades e campos. Prejudica a vida animal, entope a drenagem urbana e rios, contribuindo para inundações.

● A cada mês, mais de 1 bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados no Brasil.

● Embalagens plásticas jogadas nas ruas, avenidas e córregos, entopem o sistema de drenagem pluvial das cidades, causando inundações.

● Se você alinhar todos os copos plásticos descartáveis fabricados em apenas um dia, eles farão um círculo ao redor da terra.

● 2.177.799 toneladas de resíduos plásticos pós-consumo foram gerados no Brasil em 2004. Apenas 359.133 toneladas foram recicladas.

Tartaruga
Foto: domtotal

● Animais morrem sufocados ao ingerir embalagens plásticas ao confundi-las com alimento.

● Plásticos contaminam os rios e mares, criando zonas mortas, matando animais, provocando enchentes e finalmente o efeito estufa. O material orgânico contido dentro das sacolas comuns quando usadas para lixo não tem oxigênio e as bactérias anaeróbicas formam metano, que é 21 vezes mais prejudicial ao meio ambiente do que o CO2, que é desprendido quando se usa a sacola oxibiodegradável.

● 89% das cidades brasileiras não possuem aterros sanitários adequados.

● Vinte mil toneladas de lixo domiciliar não são coletados no Brasil, se dispersando nas ruas e assoreando os rios, levados pelo vento e pela chuva. Mais da metade das cidades brasileiras tem lixões a céu aberto.

Não confunda oxibiodegradável com biodegradável, pois esse último apenas se esfarela e seus impactos são quase tão grandes como os plásticos convencionais.