Oslo quer acabar com os carros no centro da cidade em quatro anos

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fightbegin Ação deve eliminar 350 mil carros das ruas do centro.

A capital da Noruega se tornou, recentemente, centro das atenções em todo o mundo devido a um anúncio realizado pelos políticos locais. Após as ações de incentivo ao uso de bicicletas em Paris e fechamento de vias para carros nos fins de semana em outras cidades do mundo, Oslo revelou que quer acabar com todos os carros no centro em até quatro anos.

A iniciativa visa reduzir a poluição, segundo os políticos, que ainda afirmaram que este é o primeiro banimento compreensivo e permanente em uma capital europeia. Afinal, muitas cidades baniram carros apenas temporariamente ou têm uma cobrança de congestionamento para limitar o tráfego de carros nos horários de pico.

Decisão gera protestos

Para o recém-eleito conselho da cidade, formado pelos partidos Verde, dos Trabalhadores e Socialista, esse plano beneficiaria todos os cidadãos, apesar dos protestos.

Enquanto algumas pessoas querem um centro livre de carros, com mais espaço para ciclistas e pedestres, outros – lojistas, jornaleiros e estacionamentos – temem que a medida possa comprometer os negócios.

A ideia é construir pelo menos 60 quilômetros de ciclovias até 2019 e promover um aumento bastante significativo no investimento em transporte público, com mais vias e veículos.

Além disso, para viabilizar a ação sem prejudicar o transporte da população, os ônibus e bondes vão continuar a circular pelo centro da cidade, e algumas mudanças serão feitas para permitir a passagem de veículos que carreguem portadores de deficiência e até mesmo produtos para lojas.

Iniciativa elimina 350 mil carros

Segundo estimativas, com a proibição da circulação de carros, Oslo evitará que aproximadamente 350 mil veículos, principalmente os vindos de outras regiões e da periferia, tenham acesso ao centro.

Ainda segundo o jornal Verdens Gang, a interdição vai cobrir uma zona onde reside uma pequena parte da população total de Oslo, cerca de mil pessoas. O problema é que mais de 90 mil trabalham ou estudam na região.