Engenheiro quer acabar com desperdício vendendo comida em pó

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Reprodução / Facebook Versão em pó pode ser consumida em iogurtes e bolos.

A ideia pode até parecer estranha quando ouvimos pela primeira vez, mas alguns projetos pretendem reduzir o desperdício vendendo comida em pó… Mas como é possível? A FoPo Food Powder, por exemplo, é um projeto assinado por estudantes de engenharia e nutrição e que tem como base vegetais e frutas desidratados que são transformados em pó. Neste caso, não há grandes perdas no nível nutricional de vitaminas, minerais ou fibras.

O responsável pelo projeto é um estudante de engenharia, o sueco Kent Ngo, que desenvolveu e aperfeiçoou a ideia em parceria com Gerard Marin, Lizzie Cabisidan, Via Jarolimkova e Ada Balazy, todos alunos de nutrição. A motivação, segundo eles, é contribuir para redução de um cenário preocupante e já alertado pela ONU: anualmente 1,76 milhões de toneladas de alimentos são simplesmente desperdiçadas.

Com este pensamento bem definido, a equipe começou aproveitando frutas que apresentavam algum desgaste visível, como pequenos danos nas cascas e outros problemas que supermercados não aceitam e acabam descartando. Todavia, mesmo com a aparência não tão agradável, estas frutas podem ser consumidas sem qualquer problema. São justamente estes exemplares que a FoPo utiliza para produzir a comida em pó.

Qualidade da comida em pó e comercialização

Segundo os fundadores da FoPo, a comida em pó contribui diretamente para aumentar a vida útil de vegetais e frutas em até dois anos, assim como consegue manter até 80% do valor nutricional. Como resultado destes diferenciais, hoje a empresa já comercializa três sabores de comida em pó: framboesa, banana e manga, todos vendidos em embalagens semelhantes àquelas de salgadinhos. Segundo a empresa, a comida em pó pode ser consumida pura no momento da compra, ou ainda em mistura com iogurtes, sucos, sorvete ou também em bolos.

Esta novidade, inclusive, já chamou a atenção de governantes ao redor do mundo. Um bom exemplo é que a FoPo atualmente trabalha em um projeto piloto nas Filipinas que recebe apoio da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.