Projeto troca estadia e comida por trabalho voluntário em hortas orgânicas

835 Visualizações
Reprodução O projeto oferece mais de 422 residências em 51 países.

Viajar é sempre uma ótima ideia, seja a trabalho ou a turismo. Afinal, além de conhecer novos lugares, é possível se aprofundar em culturas diferentes e trocar experiências de vida com pessoas que você nunca viu antes. Ou seja, é enriquecedor em todos os sentidos.

Pensando em aliar boa ação e novas experiências, uma empresa inglesa criou um projeto que troca estadia e comida por trabalho voluntário. E não, você não leu errado.

Os projetos da WWOOF, organização que surgiu na Inglaterra em 1971, permitem que você faça uma espécie de intercâmbio sustentável. A iniciativa prevê que você trabalhe por algumas horas em fazendas e hortas orgânicas espalhadas pelo mundo. Ao todo, são mais de 422 residências participantes em 51 países.

Escolha onde vai trabalhar

Cada fazenda conta com uma série de atividades, que vão de colheita à limpeza, e você pode escolher a de sua preferência. A estadia é diretamente tratada com o fazendeiro responsável e pode variar de uma semana até seis meses.

Para a WWOOF esta é uma forma muito positiva e inteligente de se conhecer outras realidades. Afinal, além de aprender sobre o modo de vida orgânico, você sai totalmente da rotina e pode, ainda, aprimorar seu idioma e conviver com pessoas de diferentes nacionalidades.

Para participar dessa experiência é preciso se cadastrar no site da WWOOF e pagar uma taxa de anuidade, que varia entre os países. No Brasil essa taxa custa o equivalente a US$ 38 dólares. Após o processo, basta escolher o destino e a fazenda onde você irá trabalhar.

Como surgiu a ideia?

A iniciativa começou quando Sue Coppard reconheceu a necessidade de aproximar o cultivo orgânico da realidade das pessoas que moram em centros urbanos. Ela começou a trabalhar durante os fins de semana em uma fazenda e, em pouco tempo, a ideia conquistou outras pessoas.

Desde então, cada vez mais agricultores e pequenos proprietários passaram a acolher as pessoas interessadas em trabalhar nas hortas. Como recompensa, eles garantiam comida e alojamento.