Primeiros geradores de energia eólica começam a funcionar no estado de SP

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Secretaria de Energia e Mineração Operação das torres servirá como incentivo para novos estudos e instalações.

O Governo do Estado de São Paulo anunciou na última semana, dia 09, que iniciou a fase de testes dos dois primeiros geradores de energia eólica no território paulista. De acordo com o anúncio oficial em seu site, cada aerogerador tem capacidade para gerar até 100 quilowatts (kW).

Instaladas na área da usina Engenheiro Sérgio Motta, também conhecida como Porto Primavera, que fica localizada no município de Rosana (próximo à Presidente Prudente), as novas torres de geração de energia fazem parte de uma estratégia da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para estudar a complementaridade energética das fontes solar, eólica e hidráulica.

O secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, explicou que “São Paulo conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e a entrada em operação dessas torres eólicas darão ao Governo Paulista novos estudos e informações sobre o comportamento dessa energia no Estado, o que possibilitará incentivarmos sua expansão de maneira mais efetiva”.

Desenvolvidas pela Cesp (Companhia Energética de São Paulo), em parceria com a secretaria, as novas torres eólicas contam com 30 metros de altura e pás de 10 metros de comprimento. Os responsáveis pelo projeto confirmaram que a ideia é de que a fase de testes elétricos e mecânicos durem aproximadamente 20 dias.

Durante esse período, os aerogeradores eólicos produzirão cerca de 620 megawatts-hora (MWh) por ano. O intuito é que todo esse volume de energia elétrica gerado seja utilizado no consumo interno da Usina Porto Primavera.

Em nota oficial, o governo paulista confirmou também que, ao todo, o projeto terá 54 meses de duração, previsto para conclusão em agosto de 2018, e custo estimado de R$ 31 milhões, que serão usados na compra dos equipamentos, instalação e manutenção. Vale destacar também que, além das usinas, uma estação solarimétrica e uma anemométrica, que completam o projeto de P&D, estão em funcionamento.