Empresas trocam entregas em veículos motorizados por bicicletas

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Divulgação / Ecolivery Courrieros Preocupação das pessoas com o meio ambiente aumentou o uso de bicicletas nas ruas.

Pensando no futuro de maneira sustentável, muitas são as alternativas que as pessoas e as empresas estão encontrando para diminuir os impactos causados por emissão de carbono na atmosfera. Aos poucos, empresários estão substituindo a maneira convencional de fazer entregas em veículos motorizados por bicicletas.

As vantagens são muitas. Ao usar bicicletas, além de evitar emissão de poluentes, é possível economizar combustível de fontes não-renováveis, contribuindo para uma cidade mais limpa, saudável e menos ruidosa. Mas será que isso é só mais uma moda?

Para Victor Castello Branco, sócio da Ecolivery Courrieros, empresa que oferece, desde 2012, o serviço de bike-delivery, um dos motivos que fazem desta uma iniciativa a longo prazo é a preocupação da população com o meio ambiente. “As pessoas não somente estão pensando na sustentabilidade como algo que vai passar, elas estão fazendo disso um estilo de vida, tomando essa prática como uma obrigação e pensando nas futuras gerações”, diz.

Os serviços de entregas por bicicletas são variados. A Courrieros, por exemplo, oferece três modalidades aos clientes: entregas avulsas, nas quais os mensageiros ciclistas ficam alocados nas empresas contratantes; entrega com roteiros, solicitadas com antecedência em roteiros estabelecidos, e entregas imediatas.

“Além de não agredir o meio ambiente, as entregas são feitas de forma rápida e custam, em média, 30% menos que as realizadas por motoboys”, afirma Castello.

O empresário explica que, além de agilidade, a entrega é segura, feita em embalagens lacradas e mochilas à prova d’água. A empresa também desenvolveu um sistema de rastreamento para facilitar a localização dos mensageiros.

A empresa conta com mais de 40 funcionários ciclistas para atender as demandas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Diferencial reside em facilidade, economia e agilidade

Inspirado em um movimento mundial, sobretudo em países da Europa e Estados Unidos, e estimulado pela implantação de quilômetros de ciclofaixas – em São Paulo e Rio de Janeiro, de forma bastante pronunciada –, o modelo de entrega é, além de um recurso sustentável, um compilado de facilidades que, ao contrário de veículos motorizados, favorecem o deslocamento.

“É muito fácil encontrar um local para estacionar, por exemplo, e no trânsito de São Paulo, com as ciclovias, a facilidade de locomoção é muito evidente. Além disso, ganha-se muito tempo, já que não é necessário fazer paradas para abastecimento”, justifica Juliano Souza, diretor de marketing da Giuliana Flores, que, desde junho deste ano, utiliza os serviços prestados pela Courrieros.

Para Silva, a maior dificuldade enfrentada é a falta de respeito dos motoristas no trânsito, principalmente onde não há ciclovias. “Mas eu acredito que seja um meio de transporte de pessoas e cargas de menor porte que vai crescer cada vez mais pela facilidade, economia e agilidade”, completa Souza.

Bicicleta em São Paulo é mais rápida que moto e carro

Pode até parecer exagero, mas pelo segundo ano consecutivo, a bicicleta venceu o Desafio Intermodal (2015), em São Paulo. A competição permite uma comparação no tempo de locomoção dos modais individuais (carros, motos e bicicletas) e coletivos (ônibus, trem e metrô).

A bicicleta se locomoveu em 17 minutos e 17 segundos, ante 22 minutos e 59 segundos utilizados pela moto. O carro só conseguiu chegar ao mesmo destino horas depois.