Arena Fonte Nova é o primeiro estádio da Copa a receber a certificação LEED Prata

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Arena Fonte Nova
Foto: esporteinterativo

Em Salvador, na Bahia, após a última inspeção técnica realizada pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), a Arena Fonte Nova recebeu a certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Prata, atingindo a marca de 53 pontos na avaliação. Sendo assim, no dia 12 de fevereiro, foi anunciado que o empreendimento contemplado com o selo de sustentabilidade se tornou o primeiro estádio brasileiro a alcançar este patamar.

Para chegar a tal posto o campo de jogo soteropolitano conta com um sistema de reutilização de água da chuva para irrigar o gramado e abastecer sanitários, equipamentos de baixo consumo hídrico nos toaletes, lâmpadas de alta eficiência energética, arquitetura verde que aproveita ventilação e iluminação natural, aparelhos de ar-condicionado que utilizam gás refrigerante não clorado (menos danoso à camada de ozônio) e com taxas de renovação do ar superiores às normas brasileiras e internacionais, mecanismos de drenagem, controle de sedimentos e reciclagem de aproximadamente 90% dos resíduos gerados.

Segundo o 5º Caderno de Encargos da FIFA, o espaço desportivo necessitava somente de 40 pontos para obter a estampa verde em sua versão mais básica, porém, com a pontuação acumulada, a Arena Fonte Nova foi premiada com nível prateado. É importante ressaltar que há quatro níveis do selo LEED, são eles: Certificado (de 40 a 49 pontos), Prata (de 50 a 59 pontos), Ouro (60 a 79 pontos) e Platinum (para instalações com 80 pontos ou mais).

Arena Fonte Nova
Foto: ligadesportivaevangelica

Criada pela organização U.S. Green Building Council, entidade composta por organizações e empresas de todos os setores engajadas na preservação e conservação da natureza, a certificação é utilizada em 143 países e executa análises de projetos baseando-se nos três pilares do conceito de sustentabilidade, que são meio ambiente (medidas uso racional da água, redução do consumo de energia e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas), responsabilidade social (ações de inclusão, conscientização e capacitação profissional) e desenvolvimento econômico (diminuição de custos operacionais, valorização do imóvel e obras de modernização).