Você beberia uma vodka feita com gás carbônico?

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Uma empresa de Nova Iorque desenvolveu uma vodka utilizando gás carbônico, o famoso CO2, que é associado ao efeito estufa.

Pode parecer uma ideia maluca, mas a startup AirCo desenvolveu uma vodka utilizando CO2. Enquanto que para a produção tradicional da bebida cerca de 6 kg de gases de efeito estufa são gerados, o produto da AirCo remove quase 500 gramas de CO2 para cada garrafa produzida.

Como é feita?

Para fabricar a bebida a startup desenvolveu uma tecnologia que usa gás carbônico e água, juntamente com a eletricidade, para criar o álcool. De acordo com os fabricantes, a inspiração veio do processo da fotossíntese: as plantas retiram o CO2 do ar, os sais minerais da terra e, com a energia do sol, elaboram um tipo de açúcar para se alimentar. A mesma coisa acontece com o processo de produção da vodka e, assim como na natureza, o subproduto da fabricação é o oxigênio.

A empresa utiliza CO2 capturado de fábricas próximas, sendo grande parte vinda da produção tradicional de álcool. Então, dentro de sua própria destilaria no Brooklyn, a equipe usa a eletricidade, gerada a partir de energia solar, para dividir a água em hidrogênio e oxigênio. O oxigênio é emitido e o hidrogênio é combinado com o CO2. A combinação produz álcool e água. Por último a água é removida através da destilação.

De acordo com a empresa, a vodka fabricada neste processo é mais pura do que a produzida tradicionalmente a partir de leveduras, já que a fermentação cria impurezas como metanóis e ácidos carbônicos, que podem ser difíceis de remover por meio da destilação. O sistema de conversão de carbono da AirCo. recebeu prêmios da NASA e das Nações Unidas.

Por enquanto a vodka só é encontrada em alguns bares e restaurantes selecionados de Nova Iorque. A garrafa de 750 ml é vendida a 65 dólares, cerca de 285 reais, mas a empresa espera, ainda este ano, ampliar a distribuição da bebida para as lojas do ramo e supermercados dos Estados Unidos.