Nanismo de mamíferos é umas das consequências do aquecimento global, aponta estudo

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Nanismo
Foto: Danielle Byerly/Universidade da Flórida

Não é segredo que os efeitos gerados pelo aquecimento global ocasionam a redução da perspectiva de vida dos seres humanos, fauna e flora. No entanto, pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicaram um artigo, no portal Climate News Network, indicando que as emissões de poluentes e mudanças climáticas podem acarretar a diminuição do tamanho de mamíferos ou, até mesmo, causar nanismo aos espécimes.

De acordo com o paleontólogo Philip Gigerinch e sua equipe de cientistas, o decréscimo na estatura dos animais pode ser uma resposta evolutiva às alterações extremas sofridas pela atmosfera terrestre. Contudo, os investigadores ressaltam que o processo de encolhimento pode ocorrer mesmo sem a interferência do homem, como aconteceu no período chamado de Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), momento em que as temperaturas subiram drasticamente.

Fato comprovado por análise de material fóssil e mandíbulas de espécimes, os casos de nanismo foram observados em duas oportunidades, isto é, há 55 e 53 milhões de anos, e mais frequentes em primatas, veados e cavalos. Como exemplo, os pesquisadores utilizam um ancestral dos equinos, o Hyracotherium, de altura natural similar a de um cachorro, que apresentou até 30% de redução durante o PETM. Da mesma forma, o mamífero Diadecodexis teve suas dimensões 20% encolhidas e o primata Cantius chegou a diminuir 19%.

Hyracotherium
Hyracotherium. Foto: wikipedia

Ao longo da época de Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno, as temperaturas obtiveram acréscimos de 6°C, o que prejudicou as condições de vida dos seres vivos e causou escassez de plantas e frutos, que serviam de alimentos, e outros recursos naturais que beneficiavam a saúde das criaturas. Em decorrência disso, os mamíferos foram induzidos a uma evolução adaptativa, pois, contar com volumes corporais menores faria com que necessitassem de poucas fontes de sustento.

Homo floresiensis
Foto: bradshawfoundation

Assim como aconteceu há 55 milhões de anos, o time de estudiosos da Universidade de Michigan teme que os altos índices de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) provenientes das atividades humanas e as iminentes mudanças climáticas ocasionem novamente o encurtamento da estatura das espécies e a defasagem do meio ambiente.

Portanto, no cenário atual, é necessário mitigar as disseminações de substâncias tóxicas e amenizar os distúrbios infligidos à atmosfera da Terra, pois, assim como os outros mamíferos, o homem também pode ser prejudicado, vide o caso do Homo floresiensis, que habitou uma ilha da Indonésia há 12 mil anos. Para especialistas, a raça encolheu devido a condições de vida precárias.