Fauna brasileira sofre com o tráfico de animais e o desmatamento das florestas

2.054 Visualizações
Arquivo Renctas Tráfico de animais.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil abriga cerca de 517 espécies de anfíbios (das quais 294 são endêmicas), 468 de répteis (172 endêmicos), 524 de mamíferos (com 131 endêmicas), 1.622 de aves (191 endêmicas), cerca de 3 mil peixes de água doce e uma fantástica diversidade de artrópodos: só de insetos, são cerca de 15 milhões de espécies.

Todos os anos, cerca de 12 milhões de animais silvestres são retirados das florestas brasileiras. Dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo, o nosso país sofre com a ação de traficantes de animais e com o desmatamento. Mas o problema não para só aí, a caça e pesca predatórias, a construção de hidrelétricas, a instalação de indústrias, o garimpo e os projetos agropecuários também corroboram para a atual situação. Por conta deste grave problema, 22 de setembro foi instituído como o Dia da Defesa da Fauna.

Devido aos grandes impactos ambientais e à desenfreada ocupação humana, vêm ocorrendo uma grande degradação de habitats naturais e o desaparecimento de espécies e formas genéticas, o que influi muito na fauna brasileira. Assim, para uma maior conservação da fauna, flora, ecossistemas e demais recursos naturais, foram criadas as Unidades de Conservação em diversos pontos do território nacional.

Porém, esses espaços não são suficientes para que a natureza esteja totalmente protegida da ação humana. Deste modo, projetos focados na proteção dos animais, como o “De Volta Pra Casa”, da ONG SOS Fauna, são necessários.

A iniciativa nasceu há cerca de nove anos, pois a problemática do pós apreensão em relação a animais silvestres confiscados é sério. Porque a sociedade, por falta de informação, imagina que após uma apreensão dos animais silvestres, o problema está resolvido, o que não é verdade.

Divulgação Animal silvestre.

A maioria dos animais apreendidos – sendo que mais de 95% destes são aves – não regressa à natureza e aos seus locais de origem. Muitos são encaminhados a criadores comerciais e conservacionistas, tanto para reprodução em cativeiro, bem como para enriquecer plantéis, salvos raros e isolados casos.

O projeto promove ações conjuntas com as autoridades em operações de repressão ao tráfico de animais silvestres em guardas domésticas, interceptação de cargas e desmonte de depósitos clandestinos. Depois de apreendidos, os animais são recuperados e devolvidos à natureza.