Especialistas sugerem solução para reduzir emissões de CO2 pela metade

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iStockphoto.com / szefei Conservação das florestas tropicais cortaria radicalmente as emissões de carbono.

No começo de dezembro, os líderes de todo o mundo estão reunidos em Paris com o objetivo de alcançar um acordo global para combater as mudanças climáticas. Para isso, é preciso fazer algumas mudanças drásticas no uso de combustíveis fósseis e investir em energia renovável o mais rápido possível, a fim de reduzir as emissões de carbono.

Outra iniciativa a ser debatida para melhorar os problemas do aquecimento global é investir na conservação e restauração das florestas tropicais. Afinal, além de ser o habitat natural de animais e plantas, esses locais podem ajudar a desempenhar um grande papel no sequestro de carbono.

No entanto, atualmente, esse sequestro não acontece porque as regiões de floresta, devido ao desmatamento, queimada e degradação ambiental, estão contribuindo para as emissões de gases poluentes.

Solução seria conservar as florestas

De acordo com um artigo publicado na revista Nature Climate Change, os especialistas em clima do Rainforest Trust e do Woods Hole Research Center estimam que a conservação das florestas tropicais poderia cortar as emissões de carbono pela metade.

Para eles, existem três formas para restaurar esses ecossistemas. A primeira é garantir o fim do desmatamento. A segunda seria recuperar as florestas dos danos anteriores, o que capturaria carbono em um nível muito mais elevado – aproximadamente três gigatoneladas por ano.

A última forma é a mais difícil. Utilizar os locais que não vêm sendo usados de formas produtivas. Se utilizar os 500 milhões de acres de terras em desuso, é possível sequestrar uma gigatonelada de carbono por ano durante muitas décadas no futuro.

Os autores deixam claro, no entanto, que isso só funcionaria para ajudar na transição para um futuro renovável, ou seja, não salvaria por completo a situação do planeta. Isso porque, se o aquecimento continuar no ritmo que está, as temperaturas mais quentes e outras mudanças ambientais podem prejudicar as florestas tropicais além de sua capacidade de recuperação.

Ainda assim, essa alternativa é a mais viável, já que pode ser implementada mais rapidamente do que outras mudanças tecnológicas ou inovadoras que estão por vir.