Descoberta nova espécie de minissapo no Brasil

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Reprodução Descoberto recentemente, minissapo pode estar em risco de extinção.

Uma nova espécie se mini-sapo possui uma coloração vibrante que chama a atenção dos pesquisadores. Seu corpo é marrom com tonalidade esverdeada e apresenta uma faixa de cor laranja que o atravessa. Segundo Marcos Pie, um dos responsáveis pela descoberta e pesquisador do Instituto de Estudos Naturais – Mater Natura, essa coloração pode ser um alerta aos predadores da espécie de que ela é venenosa e, portanto, existe como um mecanismo de proteção.

Este minissapo é mais um do gênero Brachycephalus, porém, o que o diferencia das outras espécies do seu gênero é justamente a sua coloração.

Em matéria para o site Greenme, Pie, que também é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que, mesmo tendo sido descoberto há pouco tempo, o Brachycephalus quiririensisvive  já pode estar ameaçado de extinção. Isto porque anfíbios necessitam de ambientes frios e úmidos para se desenvolverem, além de natural saudável. Mudanças climáticas e intervenções na região da serra do Quiriri, onde ele foi encontrado, podem prejudicar seu desenvolvimento.

Anfíbios são seres pecilotérmicos, isso significa que a temperatura de suas peles se modifica e se iguala conforme as temperaturas do ambiente. Temperaturas externas muito extremas (tanto para o frio quanto para o quente) acabam por matar os animais com essa característica. Para agravar o problema, hoje existe uma vasta plantação de pinus para a fabricação do papel e a prática pecuária na região da descoberta. Essas atividades também modificam o habitat e contribuem para o aquecimento da região.

Luiz Fernando Ribeiro, coautor da descoberta e também pesquisador do Mater Natura, argumenta para a importância da criação de unidades de conservação dessas espécies para protegê-las e impedir seu desaparecimento. “Essas espécies têm sofrido muito por conta de perda de habitat causado pelo homem”, ressalta. A descoberta dos encantadores mini-sapos foi publicada na revista PeerJ e a pesquisa conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.