Conheça o papagaio-de-cara-roxa

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Papagaio-de-cara-roxa
Foto: criadourooncapintada

O papagaio-de-cara-roxa, cujo nome científico é Amazona brasiliensis, pertence à família dos Pscitacídeos, da ordem Psittaciformes e do filo Chordata. Conhecida também como chauá, a ave é endêmica da Mata Atlântica e é encontrada somente no litoral sul de São Paulo e no litoral norte do Paraná.

O pássaro de cor predominante verde tem testa e loros vermelhos, com a cabeça azulada nas laterais, vértice e garganta arroxeados. A cauda multicolorida possui a ponta amarelo-esverdeada com uma faixa vermelha.

A espécie chega a medir 36 cm de comprimento e costuma formar casais, que vivem juntos durante um longo tempo, sendo que muitas vezes são companheiros por toda a vida. A alimentação do animal é à base de frutos, insetos e larvas. As aves bebem a água que fica retida nas bromélias.

O ninho é feito no oco de árvores, principalmente nas palmeiras, em que geralmente o casal fica junto. A fêmea coloca de três a quatro ovos e os filhos abandonam o ninho dois meses após o nascimento.

De hábitos diurnos, é comum ver a ave voando. Já à noite elas se recolhem nos galhos das árvores mais altas para repousar.

O papagaio-de-cara-roxa está ameaçado de extinção e, segundo censos realizados de 2003 a 2012, pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SVPS), atualmente existe uma população estimada de 5 mil indivíduos na natureza.

Os motivos da redução do número dessas aves já são velhos conhecidos: o desmatamento, que diminui a oferta de comida e de abrigo, e a ação de traficantes, que vendem a espécie ilegalmente.

Papagaio-de-cara-roxa
Foto: bemparana

É comum que o papagaio-de-cara-roxa se reproduza sempre na mesma árvore, assim, ao derrubá-la, dificilmente ele procriará. Isso torna difícil a reprodução da espécie em cativeiro.

Entretanto, o Projeto de Conservação Papagaio-de-Cara-Roxa, realizado pela SVPS, tem contribuído para a proliferação da ave e já mostrou bons resultados. Desde 2003, além dos ninhos naturais, foram instalados ninhos artificiais de madeira e pvc para substituir os naturais. Com a iniciativa, em 15 anos de monitoramento, constatou-se o nascimento de 872 filhotes e a reprodução de 520 deles.