Mapa do desmatamento em tempo real é disponibilizado pelo Google

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Mapa
Foto: Global Forest Watch

Divulgado pelo Google no dia 20 de fevereiro, o Global Forest Watch (GFW), um mapa online que permite o acompanhamento da situação das florestas mundiais via satélite em tempo real, já está disponível para visualização do público. Desenvolvido através de uma parceria entre o buscador e organizações como o World Resources Institute (WRI), Esri (Economic and Social Research Center) e a Universidade de Maryland (EUA), o produto cartográfico informa que 229,8 milhões de hectares de áreas arborizadas foram destruídas de 2000 a 2012.

Com navegação parecida com o Google Maps, o sistema de representação já aponta que o planeta perde uma quantidade de terrenos cobertos por árvores que equivale a 50 campos de futebol a cada minuto, contabilizando 20,8 milhões de hectares degradados somente em 2012. Enquanto isso, o GFW registra que 80,6 milhões de hectares foram plantados ou recuperados entre os anos 2000 e 2012.

Utilizando informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês), o estudo garante que o Brasil possui 493 milhões de hectares compostos por matas atualmente. Além disso, a página estima que mais de 1 milhão de brasileiros estão empregados diretamente no setor florestal, área responsável pelo faturamento de US$ 28,2 bilhões para a economia nacional, conforme dados da FAO referentes a 2006.

Mapa
Foto: Global Forest Watch

No entanto, embora a interação com produtos e serviços ligados à natureza tenha garantido a obtenção de recursos financeiros e propiciado oportunidade de trabalho para a população, tais atividades de uso da terra e florestas foram responsáveis por 45,6% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do País em 2010. Outro dado importante é que 62,6 milhões de toneladas de estoques de carbono estão na biomassa viva dos territórios verdes.

Em âmbito mundial, o Global Forest Watch alerta que as florestas intactas da Colúmbia Britânica, no Canadá, estão cada vez mais ameaçadas devido à exploração madeireira, incêndios e doenças. A região é conhecida por não ter sofrido muitas alterações provenientes da humanidade e abriga uma rara subespécie (urso de kermode) do urso negro.

No Gran Chaco, área que percorre a Argentina, Bolívia, o Brasil e Paraguai, as taxas de desmatamento estão em situação crítica, superando os volumes de destruição da Amazônia. Segundo o mapa, o cenário alarmante em questão muito se deve às atividades agrícolas e queimadas de florestas para o desenvolvimento de pastos. Da mesma forma, incêndios florestais são caracterizados como problemas crônicos na Indonésia, principalmente na Ilha de Sumatra, grande responsável pela dispersão de nuvens tóxicas.

Floresta do congo
Floresta do congo. Foto: wikipedia

Considerando que as florestas refugiam mais da metade da biodiversidade terrestre do planeta, a África Central tem perdido várias populações de animais, deixando espécies em risco de extinção. Enquanto isso, o sul dos Estados Unidos, composto por localidades que somam 29% do perímetro de mata norte-america também apresentam significativas perdas.

Elaborado com o auxílio de aproximadamente 40 entidades internacionais, o Global Forest Watch disponibiliza todas estas informações de maneira gratuita, medida que ajuda governos, empresas, ONGs e cidadãos a encontrar e conduzir ações de preservação e conservação ambiental nos pontos mais carentes da Terra.