2015 deverá ser o ano mais quente desde 1880

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iStockphoto.com / JulyVelchev Setembro foi o quinto mês seguido de aumento recorde de temperatura.

Que a temperatura do planeta Terra está aumentando gradativamente em virtude do aquecimento global provocado pela emissão de poluentes não é novidade para ninguém. Não é de hoje que recebemos alertas sobre o perigo dos gases tóxicos e como estes afetam as condições atmosféricas do mundo, provocando, entre outros males, climas extremos em todos os continentes e ameaçando seriamente a existência de ecossistemas inteiros. Talvez a mais notória imagem que temos quando falamos na temperatura do planeta é do derretimento das geleiras polares… Um exemplo claro do que pode acontecer em grande escala.

Nesta linha, um estudo recente divulgado pela NOAA (Agência Americana de Oceanos e Atmosfera) afirma o que muita gente já desconfiava: 2015 será o ano mais quente da história. Para chegar a tal conclusão, a NOAA analisou os últimos 136 anos de monitoramento de temperatura e publicou que somente até setembro de 2015 a média global atingiu o maior valor em todos os tempos, 15,9°C. Setembro, inclusive, foi o quinto mês seguido de aumento recorde de temperatura.

Importante relembrar que Manaus, Belo Horizonte e Brasília já registraram em 2015 as temperaturas mais altas de suas respectivas histórias.

Por que 2015 será o ano mais quente da história?

Segundo os pesquisadores da NOAA, o aumento da temperatura nos últimos anos tem relação direta com os gases que provocam o efeito estufa. Além disso, defendem que o fenômeno El Niño também influencia no recorde de temperatura de 2015 e que os reflexos do mesmo deverão ser sentidos ao redor do planeta até o começo de 2016. Somente em setembro de 2015, por exemplo, a temperatura média foi 0,9°C maior do que todas as outras medições realizadas neste mês ao longo do século XX e começo do século XXI.

Outro alerta importante feito pela Agência Americana de Oceanos e Atmosfera: se for superado o limite estabelecido de aumento de temperatura estipulado pelas principais nações para as próximas décadas, de 2°C, muitas ilhas do Oceano Pacífico poderão desaparecer e ainda diversos desastres naturais podem acontecer. Entre os reflexos em caso de tais calamidades, o fluxo populacional de cidades costeiras para pontos mais afastados pode provocar diversos transtornos e uma séria crise social.