Fim da moratória de soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia

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Soja
Foto: tayprincess

Em 2006, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (ANEC) criaram a moratória da soja, ação que recebeu o apoio do governo federal. A iniciativa tem atuado no combate ao comércio de grãos produzidos em áreas desmatadas da Amazônia, porém, no dia 31 de janeiro, o Grupo de Trabalho da Soja (GTS) anunciou que a parceria foi renovada pela última vez neste ano.

Sendo assim, a descontinuidade do programa supostamente encerra o pacto pelo fim do desmatamento relacionado às atividades de produção da matéria-prima. Em decorrência disso, alguns ambientalistas garantem que os índices de devastação do bioma irão registrar aumentos, à medida que, com a ausência da moratória, haverá menos fiscalização.

Considerado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) como o maior produtor de soja do mundo, o Brasil apresentou o crescimento de 10% na fabricação dos grãos, chegando a 90 milhões de toneladas na última temporada. Justamente pelo destaque obtido internacionalmente, os compradores europeus (como McDonald’s, Carrefour e Nestlé) exigiram garantias de que as safras não seriam provenientes de áreas de desmatamento, o que motivou a criação do empreendimento.

Desde que entrou em vigor até 2012, a moratória de soja fez com que o desflorestamento caísse de 14.286 km² para 4.571 km², contudo, em 2013, foram contabilizados 5.843 km² de terras degradadas na região. Renovado devido a pedidos de empresas consumidoras, organizações da sociedade civil e autoridades políticas, o acordo terá vigência até 31 de dezembro de 2014. Após este prazo, a ABIOVE e a ANEC se comprometeram a implementar um novo mecanismo de combate à devastação do território amazônico.

Plantio de soja
Foto: acrissul