Bagaço e palha de cana-de-açúcar podem ser incorporados à formula do etanol em 2014

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Bagaço da cana-de-açucar
Foto: cienciahoje

No primeiro semestre de 2013, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que foram vendidos 9,1 bilhões de litros de etanol no País, havendo um aumento de 6,45% em relação ao mesmo período do ano anterior. Aproveitando a boa aceitação do produto, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba, planeja fazer com que bagaço e palha de cana-de-açúcar também virem combustível a partir da metade de 2014.

As matérias-primas do chamado “etanol de segunda geração”, atualmente, são as sobras do processo de fermentação do açúcar contido na cana que extrai o etanol tradicional, sendo reutilizadas apenas em algumas situações, como o bagaço em usinas e a palha servindo como fertilizante para agricultores.

O projeto elaborado durante os últimos sete anos conta com investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através de um programa que apoia iniciativas para a evolução do setor e visa um aumento estimado de aproximadamente 30% na produção do etanol, mas sem que seja necessário aumentar o cultivo de cana. Além de reaproveitar o material, a segunda geração de etanol manterá os preços já encontrados no mercado, algo em torno de R$ 1,40 e R$ 1,70.

Palha de cana-de-açúcar
Palha de cana-de-açúcar. Foto: revistaecoenergia

A usina de São Manoel/SP será a primeira fabricante brasileira a utilizar bagaço e palha de cana-de-açúcar, iniciando com uma produção de 3 milhões de litros por ano. Porém, a Petrobrás produz este tipo de combustível desde 2004 de maneira experimental, com intenção de atingir uma quantidade comercial a partir de 2015. Outra iniciativa neste seguimento, mas, desta vez do setor privado, é feito pela GranBio, de Alagoas, que pretende alcançar 82 milhões de litros de etanol por ano a partir de 2014.

Nos campos da produção de etanol, os investimentos objetivam a difusão de combustível ecologicamente correto, algo que reduz a emissão de gás carbônico, preserva a camada de ozônio, e, no caso de sua segunda versão, faz reuso de materiais antes desperdiçados, além de baixar os custos de um item necessário para a movimentação de vários tipos de veículos.