Cientistas geram energia usando tomates que iriam parar no lixo

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Stockphoto.com / Chunhai Cao Descarte incorreto de tomates pode prejudicar a água.

Através da decomposição de bactérias e oxidação dos resíduos do tomate, é possível obter uma nova fonte de energia elétrica. Pelo menos é o que garante um grupo de cientistas do estado da Flórida, nos Estados Unidos. A partir de uma série de pesquisas realizadas com tomates danificados, a equipe identificou que, através do fruto, a geração de energia pode ser realizada.

De acordo com informações oficiais do governo, todos os anos cerca de 400 mil toneladas de tomates são descartadas no estado por não estarem adequados aos padrões de qualidade do comércio. Em seguida, esses frutos são direcionados para aterros sanitários, onde são despejados, e contribuem para a liberação do gás metano e, consequentemente, para os avanços do efeito estufa.

Conforme apurou o grupo de pesquisadores, a nova solução pode ser observada quando a oxidação das bactérias aeróbicas ocorre, fazendo com que os resíduos do tomate sejam processados, dando início à geração de corrente elétrica.

Cientistas querem avançar os estudos

A pesquisa veio a público no fim do mês de março, quando foi apresentada em encontro promovido pela internacionalmente respeitada sociedade American Chemical Society (ACS), onde recebeu o reconhecimento por sua eficiência.

“Queríamos encontrar uma maneira de tratar estes resíduos que, quando despejado em aterros, podem produzir metano – um gás de estufa poderoso – e quando despejado em corpos d’água, podem criar grandes problemas de tratamento de água”, disse Venkataramana Gadhamshetty, coordenador do projeto, durante o evento.

Segundo os cientistas, são necessários apenas 10 miligramas de tomate para geração de 0,3 watts de eletricidade. Para se ter uma ideia, em proporções maiores, as mesmas 400 mil toneladas de tomate desperdiçadas todos anos na Flórida concentram energia suficiente para abastecimento do complexo da Disney World por até três meses.

Ainda de acordo com a equipe, o pigmento de licopeno no tomate é um excelente catalisador para geração de energia, e agora o projeto se concentra em maximizar o potencial desta “matéria prima elétrica” para melhor proveito da nova fonte sustentável.