Primeira resolução de ano novo: recolher o lixo que você deixar na praia

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Com o afrouxamento das medidas de restrição impostas pela pandemia do coronavírus, a praia voltou a ser o destino para a virada de ano de muitas famílias e grupos de amigos. Mesmo com a ameaça da variante omicron, que causou o cancelamento de inúmeras festas de réveillon, é certo que o movimento para a chegada de 2022 será muito mais intenso que o ano passado.

Por isso, fica aqui uma pergunta: você tem uma ideia da quantidade de resíduos plásticos, vidros e papel (e outros tantos que são recicláveis) sobram para garis e catadores nos dias que sucedem o novo ano?

Sujeira exponencial

Então prepare-se para o susto porque os dados que trazemos aqui se referem apenas a algumas das praias mais procuradas nesta época e só da virada de 2019.

O que você fazia no primeiro dia de 2020? A Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro, a Comlurb, recolhia mais de 350 toneladas de lixo da praia de Copacabana após a festa de réveillon. E não foi só lá, não. Em todos os pontos de festa da cidade, que incluem Paquetá, Piscinão de Ramos, Parque de Madureira, São Conrado, Barra e Recreio foram recolhidas 762 toneladas de lixo.
Em Balneário de Camboriú, Santa Catarina, foram usados 16 caminhões na limpeza de seis quilômetros de praia.

Foto: Mar sem Fim

No Recife, a virada para 2020 deixou 62 toneladas de pura sujeira nas praias de Boa Viagem e Pina. Para a limpeza daquela bagunça toda, a Emlurb – empresa responsável pelo recolhimento do lixo urbano, movimentou quase 500 pessoas, seis caminhões de lixo e um caminhão-pipa. A prefeitura de Fortaleza estimou em 80 toneladas a quantidade de lixo que moradores e turistas deixaram na praia de Iracema.

Outro destino bem procurado é Santos, no litoral de São Paulo. Nesta cidade, foram contabilizadas 113,50 toneladas de lixo recolhidas na faixa de areia após as comemorações de ano novo. No Guarujá? 139 toneladas. E em Ubatuba, 60.

Réveillon na praia é pular as ondas do mar num dia. E de lixo, no outro.

Com números tão alarmantes, não dá para fazer de conta que a educação ambiental pode tirar férias. Também não adianta ter um comportamento exemplar durante 364 dias do ano na expectativa de que as horas do dia 31 de dezembro não entrem para a conta do meio ambiente. A natureza não tem folga. E a nossa conscientização já não tem mais um único dia para desperdiçar.

#FicaADica

Como disse certa vez o jornalista André Trigueiro, bastante envolvido com as causas ambientais, “aos que celebrarem o réveillon na praia, favor lembrar de levar um saquinho para recolher o lixo. Até porque, começar o ano emporcalhando o lugar escolhido para a virada dá um azar danado.” Falou e disse!

Fonte: Mar sem Fim