Milionário cria ONG para salvar refugiados no Mediterrâneo

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© Gabriele Casini Logo nos primeiros meses de operação, três mil pessoas foram resgatadas.

Christopher Catrambone é um milionário norte-americano de 30 anos que trabalha com inteligência e seguros em áreas do mundo que enfrentam conflitos. Porém, sua vida calma e luxuosa nunca mais seria a mesma após um passeio de barco com a esposa pela ilha de Malta. O fato que transformou sua realidade apareceu boiando nas águas do mar Mediterrâneo… Um colete salva-vidas que um dia pertenceu a um dos milhares de refugiados que saem do norte da África e Oriente Médio e tentam entrar na Europa, mas que, infelizmente, não resistem à travessia.

Chocado, Christopher decidiu que a partir daquele momento iria doar parte de sua riqueza para ajudar tais pessoas que buscam uma vida melhor no velho continente. Foi então que fundou a MOAS (Migrant Offshore Aid Station), uma ONG que resgata e cuida de homens, mulheres, crianças e idosos que passam por situações extremas em busca da sobrevivência.

A ONG começou as atividades com a compra de um navio fora de uso da marinha dos EUA, drones e barcos infláveis que auxiliam voluntários, médicos e especialistas em segurança no salvamento de pessoas no mar. Até hoje, mais de três mil refugiados foram resgatados somente nos primeiros meses de operação da MOAS em 2014.

“Se você é contra salvar vidas no mar, então você é um intolerante e você não pertence à nossa comunidade. Se você permite que o seu vizinho morra no seu quintal, então você é responsável por sua morte“, afirmou Christopher ao Daily Mail, que também já participou pessoalmente em ações de resgate.

Para que todas as ações tenham sucesso, o navio da ONG recebe notificação sobre embarcações clandestinas que correm riscos. A partir daí, os drones são enviados até o ponto em questão para avaliar a situação e, na sequência, os barcos infláveis prosseguem até os refugiados. Na volta para o navio da MOAS, todas as pessoas são examinadas por profissionais voluntários do Médico Sem Fronteiras e, posteriormente, enviadas para autoridades governamentais que recebem e autorizam a entrada dos refugiados nos países europeus.

“Quer saber, se um dia eu ficar pobre e for parar na rua, que seja. Mas nós fizemos isso. E eu tenho orgulho disso. Não me arrependo de nada“, afirmou o empresário.