Metas do milênio: Confira as oito maneiras de mudar o mundo

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Metas do Milênio
Foto: amigosdainclusao

A Organização das Nações Unidas (ONU), que estuda e analisa diferentes cenários em todo o mundo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e a vivencia em harmonia de todos os povos, percebeu uma série de problemas mundiais em 2000, como a fome e a miséria, falta de educação para os menos favorecidos, falta de qualidade de vida, entre outros.

Para tentar contornar tais problemas, a ONU listou os oito objetivos do milênio que devem ser atingidos até 2015 pelos mais de 190 países-membros da organização.

 

No Brasil, eles são chamados de oito jeitos de mudar o mundo:

1. Acabar com a fome e a miséria;

2. Educação básica de qualidade para todos;

3. Igualdade entre os sexos e valorização da mulher;

4. Reduzir a mortalidade infantil;

5. Melhorar a saúde das gestantes;

6. Combater a AIDS, a malária e outras doenças;

7. Qualidade de vida e respeito ao ambiente;

8. Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.

No mundo todo, grandes avanços foram feitos em relação aos oito objetivos, principalmente na diminuição das desigualdades entre homens e mulheres, a redução da mortalidade infantil e o combate à AIDS onde já estão sendo feitos testes, que obtiveram sucesso de cura.

Mas será que eles foram concluídos ou estão próximos de serem atingidos? Entenda do que se trata cada objetivo e confira o que o nosso país está fazendo para conseguir atender as metas da ONU:

Fome
Foto: alavancasocial

Acabar com a fome e a miséria – Reduzir pela metade o número de pessoas vivendo em extrema pobreza (renda inferior a US$ 1 por dia). No Brasil essa meta foi alcançada, já que em 1990 esse número correspondia a 25,6% da população, baixando para 4,8% em 2008*.

Educação básica de qualidade para todos – Garantir que todas as crianças, de ambos os sexos, recebam educação de qualidade e concluam o ensino básico. No Brasil, 94,9% das crianças e jovens entre 7 e 14 anos estão matriculados no ensino fundamental. As dificuldades estão nas taxas de frequência e qualidade do ensino.

Igualdade entre os sexos e valorização da mulher – Eliminar a disparidade entre os sexos em todos os níveis de ensino. No Brasil as mulheres já estudam mais do que os homens, mas ainda existem menos chances de emprego e grande disparidade entre os salários. Em 1998, 52,8% das brasileiras eram consideradas economicamente ativas, comparadas a 82% dos homens. Em 2008, essas proporções eram de 57,6% e 80,5%. A participação nas esferas de decisão ainda é pequena. Em 2010, elas ficaram com 13,6% dos assentos no Senado, 8,7% na Câmara dos Deputados e 11,6% no total das Assembleias Legislativas*.

Reduzir a mortalidade infantil – Reduzir em dois terços a mortalidade de crianças menores de 5 anos. Aqui o índice de mortalidade de crianças com menos de um ano foi de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19 em 2008. Até 2015, a meta é reduzir esse número para 17,9 óbitos por mil*.

Melhorar a saúde das gestantes – Reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna. Diminuir o crescimento da mortalidade por câncer de mama e de colo de útero. Em 2008 foi registrada uma redução de 50% na mortalidade materna brasileira desde 1990*.

Combater a AIDS, a malária e outras doenças – Deter a propagação do HIV/AIDS e garantir o acesso universal ao tratamento. Combater a incidência da malária, da tuberculose e eliminar a hanseníase. Nós fomos o primeiro país em desenvolvimento a proporcionar acesso universal e gratuito para o tratamento de HIV/AIDS na rede de saúde pública.

Plantar árvore
Foto: tangysd

Qualidade de vida e respeito ao ambiente – Promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a perda de diversidade biológica e a proporção da população sem acesso a água potável e esgotamento sanitário pela metade. O Brasil reduziu o índice de desmatamento, o consumo de gases que provocam o buraco na camada de ozônio e aumentou sua eficiência energética com o maior uso de fontes renováveis de energia. Esse objetivo é tido como um dos mais complexos a serem tratados no Brasil.

Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento – Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro não discriminatório. Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento. Formular e executar estratégias que ofereçam aos jovens um trabalho digno e produtivo. Tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial de informação e de comunicação. O País foi o principal articulador da criação do G-20 nas negociações de liberalização de comércio da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio. Isso faz do Brasil um país pró-ativo e inovador na promoção de parcerias globais em busca do desenvolvimento e do trabalho cooperativo.

Você também pode acessar o site Objetivos do Milênio para participar e saber mais sobre as metas e acessar sugestões de como alcançar todos elas.

*Último dado estabelecido pela ONU nas metas do milênio.