Fotografias retraram pessoas deitadas no meio do seu próprio lixo

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Gregg Segal / slate Milt.

A produção de lixo nos últimos anos aumentou consideravelmente, acompanhando o crescimento da população. Só nos Estados Unidos, estima-se uma produção média de 4 quilos por dia, por pessoa. Esse resultado é mais que o dobro da quantidade produzida em 1960, e 50% a mais do que a quantidade produzida pelos europeus.

No Brasil, nos últimos dez anos, o volume de lixo cresceu 21%. Dados revelam que diariamente são produzidos cerca de 250 toneladas de lixo, sendo que mais da metade vai para aterros sanitários e só 2% vai para reciclagem ou compostagem.

Apesar dos dados, ninguém sabe ao certo o que consome e o que descarta. Pensando nisso, o fotógrafo Gregg Segal, da Califórnia, decidiu fotografar o problema e criou a série “7 Dias de Lixo”. As imagens mostram amigos, vizinhos e estranhos deitados no lixo que eles produziram em uma semana. O objetivo é orientar as pessoas em relação ao consumo excessivo que faz parte do dia a dia.

Segal registrou os participantes em fundos naturalistas para mostrar que o lixo produzido por nós está afetando diretamente o meio ambiente. Dessa forma, utilizou materiais para transformar seu quintal em um chão de floresta ou em uma praia, por exemplo.

Pessoas se ofereceram para saber o que havia em seu lixo

A participação no projeto aconteceu por duas formas: alguns se ofereceram para ser fotografados porque acreditaram na ideia por trás dele. Outros foram compensados pela participação.

Durante o ensaio, o fotógrafo percebeu que alguns dos participantes ficaram envergonhados com a quantidade de lixo produzido na semana. Estes pediram para que as fotos fossem editadas e alguns resíduos fossem retirados. O fotógrafo também posou para uma foto, com sua esposa e filho, e continua a trabalhar na sua série. A ideia é registrar mais pessoas e seus resíduos em outros ambientes, a fim de reforçar a ideia de que o lixo está em toda parte.

Gregg Segal / slate Alfie, Kirsten, Miles, and Elly.