Brasileiros ainda têm dificuldade em adotar práticas de consumo consciente

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Pesquisa realizada pela CNDL e pelo SPC Brasil mostra que a maioria dos brasileiros (97%) possui alguma dificuldade em adotar práticas de consumo consciente.

Embora os brasileiros saibam que o consumo desenfreado de recursos naturais provoque impactos negativos ao meio ambiente, poucos são aqueles que realmente adotam atitudes sustentáveis no dia a dia.

É o que verificou uma pesquisa, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Realizada nas 27 capitais do país, a pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros (97%) possui alguma dificuldade em adotar práticas de consumo consciente. Foram entrevistados 837 consumidores, nos meses de maio e junho, com idades acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais.

Os principais entraves mencionados pelos entrevistados para a falta de hábitos mais responsáveis são alto preço dos produtos orgânicos (37%) e os obstáculos em separar o lixo para a reciclagem (32%). Além disso, 30% reconhecem não conseguir reduzir a quantidade de lixo gerado e outros 30% enfrentam barreiras em engajar os vizinhos nessa prática.

De acordo com o levantamento, o brasileiro ainda é considerado ‘consumidor em transição’, ou seja, mais da metade (58%) mantém práticas de consumo consciente, mas em frequência ainda muito abaixo da desejada. Já três em cada dez (29%) se encaixam como ‘consumidor consciente’, enquanto 13% somam os pouco ou nada conscientes.

41% associam o consumo consciente a atitudes que evitam o desperdício e as compras desnecessárias

O estudo também indica que no Brasil há uma visão de consumo consciente mais voltada ao aspecto financeiro: para 41%, ser sustentável significa adotar hábitos que evitem o desperdício e as compras desnecessárias. Ao mesmo tempo, 32% entendem a necessidade de se refletir sobre as consequências de uma compra antes de concretizá-la, sabendo que o consumo produz impactos sociais, ambientais e econômicos para todos.

Outros 14%, por sua vez, pensam em atitudes que tem como foco economizar dinheiro, enquanto 11% correlacionam a ação de economizar com a preservação do meio ambiente.

Em uma escala de 1 a 10 de auto avaliação sobre a prática de consumo consciente no dia a dia — em que 1 corresponde a “nada consciente” e 10 significa “muito consciente” —, os entrevistados atribuíram a si mesmos a nota média de 7,7. “Embora muitos não consigam definir corretamente o que vem a ser o consumo consciente, a percepção em relação às próprias ações no dia a dia é positiva. Apesar disso, a pesquisa sugere que, sob alguns aspectos, essa autoimagem não corresponde totalmente à realidade”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para conferir a pesquisa na íntegra, acesse https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas