Prédio gigantesco com jardim vertical será erguido na Suíça

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Arquiteto vai criar a segunda floresta vertical do mundo.

Lausanne, a segunda maior cidade Suíça às margens do Lago Genebra e sede do Comitê Olímpico Internacional (COI), tem se destacado no noticiário mundial por motivos que vão além do esporte e dos eventos culturais.

É que uma nova floresta exuberante deve se enraizar na cidade nos próximos meses. Mas, ao contrário do que se deve imaginar, ela não é nada comum. O jardim vertical, visto pela primeira vez em Milão, na Itália, chega agora à Suíça pelas mãos de Stefano Boeri – ele também foi responsável pelo projeto italiano, que tem sido chamado de “a torre mais excitante do mundo”.

O arquiteto acaba de ganhar uma licitação para criar a segunda floresta vertical do mundo. A torre residencial será coberta com centenas de árvores e arbustos que irão filtrar a poluição do ar, produzir oxigênio, proteger contra o efeito de ilha de calor, e até mesmo promover a biodiversidade.

Como aconteceu na Itália, a torre florestal prevista para Lausanne vai contar com 3.000 metros quadrados de vegetação ao longo de sua fachada de 117 metros de altura. A nova torre foi nomeada “La Tour des Cedres”, graças à ideia dos arquitetos de instalar mais de 100 árvores de cedro sobre a estrutura.

A construção está prevista para começar em 2017 e contará com os suíços Bernard Nicod e Avni Orllati. A competição também permitiu que Boeri projete um shopping com 5.000 metros quadrados.

Especialistas alertam para o cuidado que as árvores devem ter

A implantação de árvores nas fachadas dos prédios é uma iniciativa maravilhosa. No entanto, alguns especialistas alertam que é preciso olhar para todo o panorama sustentável da ação. Isso porque elas precisam do solo para sobreviver e crescer e, como se sabe, a quantidade de terra utilizada é pesada.

Para garantir a sustentação do prédio, é colocado muito concreto, o que dificulta a respiração das árvores. Dessa forma, é preciso fazer uma análise profunda de quanto concreto é necessária para suportar essas árvores, contra o quanto de CO2 que as árvores absorvem.