Pela primeira vez, abelhas entram na lista de animais em extinção nos EUA

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© Depositphotos.com / prudek Órgão responsável pela lista acredita que o desequilíbrio da fauna local comprometeu a sobrevivência das abelhas.

Poucas pessoas sabem que a agricultura moderna e a sobrevivência de algumas plantas e vegetais dependem de pequenos insetos e aves. Segundo estudos científicos, 35% das lavouras do mundo dependem da polinização feita por abelhas, borboletas, besouros e algumas espécies de pássaros.

O grande problema é que alguns desses animais estão desaparecendo, o que é o caso das abelhas. O US Fish and Wildlife Service (FWS), o Ibama dos EUA, acabou de colocar pela primeira vez as abelhas na lista de espécies em extinção.

Especialistas de todo o mundo estão ficando muito preocupados com o desaparecimento das abelhas e até cogitam criar abelhas-robôs. Afinal, não ficaremos apenas sem mel. As abelhas são como o órgão sexual das plantas, sendo que uma parte de todo o reino vegetal depende delas para espalhar seu pólen. É difícil de acreditar, mais dois terços da nossa comida vêm de forma direta ou indiretamente de vegetais que necessitam das abelhas para se reproduzir.

Motivos da extinção ainda é incerto

Claro que ainda não é o fim de todas as abelhas. Existem 25 mil espécies delas espelhadas pelo mundo e sete estraram nessa lista, que são: Hylaeus anthracinus, Hylaeus longiceps, Hylaeus assimulans, Hylaeus facilis, Hylaeus hilaris, Hylaeus kuakea, e Hylaeus mana. Todas são nativas do Havaí e possuem a cara amarela, semelhantes com as que encontramos aqui no Brasil.

Para o FWS isso pode estar acontecendo devido à inclusão de novas espécies de plantas e animais invasores não nativos, o que desequilibra a fauna local. Outra hipótese é a urbanização que está cada vez maior nas ilhas da região, o que beneficia o turismo imprudente e devasta o habitat natural dos insetos.

Outros países também estão notando o desaparecimento das abelhas. Desde 2006, apicultores vêm reclamando que as populações do inseto diminuíram. Do ano de 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido, na Europa 53% e no Brasil cerca de 30%.

O grande problema é que ninguém sabe qual o verdadeiro motivo para isso acontecer. Alguns cientistas acreditam que é devido à poluição, outros acham que são os pesticidas. Além disso, existe uma doença conhecida como Síndrome do Colapso da Colônia, na qual as abelhas simplesmente saem de suas colmeias sem que nada tenha acontecido. O que complica é que essa síndrome ainda é um mistério, tornando ainda mais difícil o estudo dos cientistas e a descoberta desse grave problema.