Hackers vendem informações sobre localização de animais em extinção a caçadores

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Tigre de bengala
Foto: huasito

Diversos animais em extinção e, principalmente, tigres de bengala do território indiano estão na mira não só dos caçadores, mas também de hackers, que se aproveitam da sua habilidade em burlar programações de hardwares e softwares de computadores, para invadir o sistema de informações dos GPS contidos nos colares destes bichos, passando aos caçadores as coordenadas para que eles os localizem, capturem e vendam no mercado negro, assim fortalecendo o comércio ilegal.

A primeira constatação foi em julho de 2013, na reserva de tigres de bengala do distrito de Panna, no estado de Madhya Pradesh (Índia). Na ocasião, um grupo de hackers tentou acessar a localização de um dos tigres, que era fornecida por e-mail apenas para três pesquisadores. No entanto, segundo o relato do site da revista Popular Science, os criminosos não obtiveram sucesso.

Segundo dados do Fundo Mundial pela Vida Selvagem, um tigre de bengala (Phantera tigris) pode ser comercializado por aproximadamente R$ 100 mil no mercado negro de animais selvagens, que anualmente movimenta um valor aproximado de R$ 20 bilhões, impulsionado pelas vendas online.

Animais monitorados são mais valorizados

O monitoramento de animais por GPS resulta em altos investimentos em dispositivos eletrônicos. Um sistema com esta tecnologia não custa menos que R$ 10 mil por animal. O valor alto para a implantação faz com que cientistas coloquem a coleira com rastreador nos animais mais ameaçados pela caça ilegal, que, por consequência são os mais valiosos no mercado informal.

Tigre de bengala
Foto: 83713276@N03/a>

Dessa forma, saber onde se encontra uma espécie ameaçada pode ser lucrativo aos caçadores, o que estimula ainda mais a atividade dos hackers.

Entre as alternativas apontadas por cientistas para sanar o problema, está o investimento em um sistema no monitoramento mais rigoroso, como o que já ocorre na Namíbia. Além disso, no Quênia, as reservas ambientais que abrigam os animais em extinção dever ser controladas em breve com o auxílio de drones, robôs aéreos controlados por controle remoto. Entretanto, mesmo com o avanço dessas tecnologias, muitos animais selvagens ficarão na mira de caçadores ilegais e dos hackers.