Tráfego aéreo pode reduzir emissões de carbono até 2050

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iStockphoto.com / hotoncatcher Para alcançar essa redução na emissão de carbono, seria necessário implementar melhorias no design dos aviões, na gestão do tráfego aéreo e estabelecer mudanças nas operações das companhias.

Quem acompanha as postagens do Pensamento Verde sabe que cada vez mais esforços são direcionados para diminuir a emissão de carbono e demais gases poluentes na atmosfera. O motivo é justamente frear o aumento preocupante da temperatura global no planeta, o tão falado e discutido efeito estufa. Na COP21, realizada em Paris, por exemplo, lideranças mundiais se reuniram para tratar de mudanças no modelo atual de produção de bens de consumo, uma das atividades humanas que mais gera poluentes provocadores do aquecimento global.

Uma alternativa para o problema ambiental, desta vez publicada na revista Nature por um grupo de especialistas, é melhorar a questão da aviação comercial. Segundo estudo divulgado na conceituada publicação, melhorias no design das aeronaves, nas operações das companhias e também em toda a gestão do tráfego aéreo, poderia reduzir em até 50% (antes de 2050) o nível de emissão de carbono na atmosfera. Dados usam como base o cenário em 2012. Ainda segundo a matéria, as emissões de carbono provocadas pelo transporte aéreo aumentam 3,6% todos os anos somente nos Estados Unidos.

Como reduzir as emissões de carbono sem prejudicar o tráfego aéreo?

Mesmo que ainda não exista uma compreensão clara dos custos envolvidos nas estratégias para reduzir a emissão de carbono, associações de companhias aéreas e governos realmente procuram saídas para viabilizar as medidas.

O relatório que teve a participação de Andreas Schaefer e outros cientistas analisou 21 situações para reduzir as emissões de CO2, principalmente em aviões estreitos que transportam entre 100 e 189 passageiros por viagem, sendo estes os maiores responsáveis pela poluição. Segundo a pesquisa, se motores, rotores de cauda e outras estruturas fossem fabricadas com fibra de carbono, as aeronaves seriam mais eficientes e consumiriam menos combustível, reduzindo a emissão de carbono provocada pela queima da combustão.

Estudo também propõe o uso de combustíveis sintéticos de biomassa para reduzir 10% nas emissões de CO2 e ainda uma melhora urgente nas operações realizadas pelas companhias aéreas, o que representaria 20% a menos de carbono na atmosfera.

Bom para o planeta, bom para o bolso

Os especialistas responsáveis pelo estudo defendem que as companhias aéreas podem alcançar até 75% das reduções previstas somente pela escolha de opções mais rentáveis de combustível, visto que o preço do barril do petróleo varia entre US$ 50 e US$ 100. Com isso, de uma só vez haveria redução nas emissões de carbono e ainda uma boa economia. Com tais medidas, e já considerando uma taxa de 2% no aumento anual de aviões, as emissões de CO2 poderão ser reduzidas até 2050 (comparando com 2012). Porém, se ultrapassar 2,6% ao ano, as previsões precisariam ser revistas.