Jovem conta experiência de passar 200 dias sem comprar nada novo

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Reprodução / YouTube Assya Barrette defende que este tipo de consumo é mais humano e permite a socialização.

Perder um ente querido certamente desencadeia uma série de questionamentos e sensações de tristeza em quem fica. Ao ter que organizar a burocracia que envolveu o enterro de seu pai e se desfazer de seus antigos pertences, Assya Barrette percebeu que nenhum daqueles objetos seria capaz de trazer seu pai de volta e que toda aquela trâmite a impedia de se guardar em luto e digerir o triste fato.

Barrette se deparou com a percepção de que mantinha muitos objetos em casa e que muitos deles não eram necessários. Ao refletir sobre os hábitos de consumo de seu pai e seus próprios, a moça resolveu dar um basta e desenvolveu novas regras de consumo pautadas em reaproveitamento e uso consciente.

Com a exceção de comida, itens de higiene e remédios, Barrette aprendeu a comprar artigos usados ou pedir emprestado o que precisasse. Algumas lições inspiradoras ficaram após essa mudança de comportamento e a moça decidiu dividir sua experiência em um texto veiculado pelo site Collective Evolution.

Primeiro Barrette percebeu que já há muita coisa no mundo. Ao visitar brechós e grupos de compra e venda nas redes sociais, a jovem percebeu que a maioria dos artigos tinha sido usada pouquíssimas ou nenhuma vez. E que a quantidade de descarte desses materiais é assustadora. Nossos hábitos de consumo são muito mais movidos pelo desejo do que pela necessidade dos produtos.

A segunda lição é que muitas pessoas se desfazem de pertences e os repassam para o segundo uso, mas poucas gostam de comprar coisas usadas. Em sua maioria, as pessoas veem esse hábito como algo associado à sujeira ou à pobreza. Barrette narra que, muitas vezes, precisou explicar que os produtos que acessa são tão higiênicos e possuem tanta qualidade como quando eram novos.

A terceira lição foi a de que esse tipo de relação de consumo é mais humano e possibilita conhecer pessoas gentis e histórias interessantes. Barrette percebeu que preferia dar seu dinheiro a esses vendedores diretos do que a grandes marcas e corporações que muitas vezes exploram trabalhadores e o meio ambiente.

A quarta lição foi muito motivadora: a jovem viu sua conta bancária ficar menos apertada e percebeu o tanto de dinheiro que gastava de forma desnecessária. Quanto mais se envolveu no processo, mais Barrette se deu conta do quão pouco precisava para viver com alegria e saúde e sem passar por nenhum tipo de necessidade!