Pelo meio ambiente, desligue a câmera na sua próxima reunião

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Antes de se esforçar para arrumar a bagunça do seu home office ou passar uma maquiagem para aparecer melhor no vídeo, aqui está uma boa razão para manter sua câmera desligada na próxima reunião virtual. Não, não se trata de uma conversinha para enrolar o chefe, mas um bom argumento em prol da sustentabilidade. Você pode dizer (e com segurança) que está colaborando para reduzir o impacto ambiental da sua ferramenta de trabalho.

É que, de acordo com uma pesquisa recente do MIT, se você desligar sua câmera durante uma videoconferência, poderá reduzir sua pegada nessa reunião em 96%. Isso é especialmente significativo considerando que muitos países aumentaram em pelo menos 20% o uso da Internet desde março de 2020 devido aos bloqueios da Covid-19.

Embora a mudança para um mundo mais digital tenha causado uma redução impressionante nas emissões globais em geral – graças em grande parte às prováveis ​​reduções temporárias de emissões associadas às viagens – o impacto de um estilo de vida cada vez mais virtual não deve ser esquecido.

É ótimo termos reduzido as emissões em alguns setores; mas, ao mesmo tempo, usar a internet também tem um impacto ambiental agregado bem considerável. A eletricidade usada não é a única coisa que interfere no meio ambiente; a transmissão e o armazenamento de dados também requerem água para resfriar os sistemas dentro deles.

Uma hora de videoconferência pode emitir entre 150 e 1.000 gramas de dióxido de carbono, dependendo do serviço. Em comparação, um carro produz cerca de 8.887 gramas queimando um galão de gasolina. Essa hora também requer de 2 a 12 litros de água e uma área de terra do tamanho de um iPad Mini.

De acordo com os pesquisadores, se o trabalho remoto continuar até o final de 2021, a pegada de carbono global pode crescer 34,3 milhões de toneladas em emissões de gases de efeito estufa. Para dar uma ideia da escala: este aumento nas emissões exigiria uma floresta com o dobro do tamanho de Portugal para reter tudo. Enquanto isso, a pegada hídrica associada seria suficiente para encher mais de 300.000 piscinas olímpicas, e a pegada terrestre seria aproximadamente igual ao tamanho de Los Angeles.

O estudo ainda aponta que se 1 milhão de usuários de aplicativos de videoconferência desligassem as câmeras durante conversas on-line, as emissões mensais de dióxido de carbono cairiam 9.023 toneladas.

Para armazenar e transmitir todos os dados que alimentam a internet, os data centers consomem eletricidade suficiente para responder por 1% da demanda global de energia – que é mais do que o consumo total de muitos países. Mesmo antes da pandemia, a pegada de carbono da internet já estava aumentando e era responsável por cerca de 3,7% das emissões globais de gases de efeito estufa.

É importante aumentar a conscientização pública para que, coletivamente, possamos implementar mudanças pessoais e sistêmicas significativas para reduzir o impacto ambiental da internet e fazer uma transição bem-sucedida para uma economia de baixo carbono.

Atualmente, temos reuniões virtuais em todos os lugares e estamos gastando mais do nosso tempo, inclusive de lazer, como nunca transmitindo conteúdo de vídeo. Com algumas pequenas mudanças de comportamento, como cancelar a assinatura de e-mails indesejados, reduzir o armazenamento na nuvem e abrir mão de tantas chamadas por vídeo, podemos causar um impacto menos intenso nas emissões. Compartilhe essa matéria com seu grupo de trabalho ou inclua esse tema na pauta da sua próxima reunião. Assim você pode manter sua câmera desligada com a consciência mais tranquila e ainda ajuda o planeta!

Fontes: MIT News | Eccaplan | Portal Uol