Mexicanos criam couro vegetal a partir de cactos

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Planta nativa do México poderá ser transformada em um couro ecológico respirável e com longa durabilidade

Dois jovens mexicanos, Adrián López e Marte Cázarez, criaram um tecido idêntico ao couro, a partir de uma mistura de cacto nopal – uma das plantas mais abundantes do México – e algodão.

O couro sintético pode ter diferentes espessuras, é respirável e pode durar até 10 anos. De acordo com os inventores, pode ser usado na confecção de roupas, revestimento de móveis e até na indústria automotiva.

A ideia surgiu quando eles procuraram uma maneira de fazer um tecido, que não fosse extraído dos animais. Foram dois anos de pesquisas, até que conseguiram chegar no resultado final.

O cacto nopal, usado para o desenvolvimento do couro sintético, é um símbolo nacional do México e também um elemento importante da dieta daquele país. Devido a sua facilidade de manejo e riqueza nutricional, a planta é usada desde os tempos pré-hispânicos, sendo utilizada em muitos pratos da cozinha mexicana, acompanhando saladas, carnes, aves, ovos, queijos ou misturado com tortilhas de milho, doces e sucos de frutas. Ele também é usado em medicamentos contra a hipertensão e problemas intestinais, na fabricação de shampoos e géis dermatológicos.

Nopal já foi usado para gerar energia

Além do couro, o cacto também é usado para gerar energia. Produtores de Milpa Alta, na Cidade do México, passaram a gerar biogás com os resíduos dessa versátil planta. O projeto intitulado Suema (abreviação de Sustentabilidade em Energia e Meio Ambiente), consiste em uma usina de biogás que gera energia utilizando resíduos orgânicos. O projeto veio de encontro com uma das metas estabelecidas pelo México, que é obter 35% de sua eletricidade a partir de fontes limpas e renováveis até 2024, chegando a 50% até 2050.