Acabar em pizza? Se for com consciência, tudo bem!

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Até a pizza que você come traz um impacto ambiental. Mas, calma. Nem tudo está perdido.

Embora tenha nascido na Itália, é na América que a pizza faz mais sucesso: o Brasil é o segundo maior consumidor dessas delícias que agradam gregos e troianos, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

O forno à lenha onde a pizza é assada é um dos culpados por não conseguirmos ficar apenas em um só pedaço. Mas, essa forma de deixá-la bem mais saborosa tem um custo – e não estamos falando sobre o preço que você paga.

Existem mais de 7,5 hectares de floresta de eucaliptos sendo queimados todos os meses por pizzarias e churrascarias. Só em São Paulo, cidade de mais de 11 milhões de habitantes, são produzidas cerca de um milhão de pizzas por dia, totalizando mais de 307.000 toneladas de madeira queimada a cada ano para que a gente deguste aquela massa crocante e queimadinha nas bordas. Essa quantidade de fumaça tem seu impacto ambiental: uma vez no ar, os poluentes emitidos passam por processos físicos e químicos complexos que formam outros poluentes nocivos, como o ozônio e o aerossol secundário, que podem causar problemas respiratórios, especialmente em quem tem exposição prolongada à fumaça.

Os ingredientes da pizza também estão envolvidos nisso. Por exemplo, só de pensar numa pizza de marguerita, a gente já sente o gostinho daquele molhinho de tomate, né? Só que a produção de 1 kg de tomate requer 50 litros de água. E aquela camada de mussarela, então, que até estica? Bem, a pecuária para a produção de leite também tem seu impacto ambiental, devido ao alto consumo de água e à emissão de gases de efeito estufa. Só os ingredientes de uma pizza (míseros 8 pedaços) seriam responsáveis pela emissão de quase 300 g de CO2, o que equivale a dirigir um carro por mais de 2 km. Levando em conta que, em todo o mundo, são produzidos cinco bilhões de pizzas todos os anos, e só isso seria o suficiente para cobrir 70.000 campos de futebol, dá pra imaginar o tamanho do impacto.

Embora as caixas de pizza limpas e sem gordura possam ir para a lixeira – grande parte delas é feita de papelão ondulado, que geralmente é um dos materiais mais fáceis de reciclar – poucas pessoas se dão ao trabalho de fazer a separação de forma adequada. A maioria das embalagens acaba sendo contaminada pelo óleo que transborda da pizza e isso impede que ela seja reciclada, mas ainda permite que ela seja compostada. Mesmo que sejam feitas de papelão com 50% de conteúdo reciclado, ainda assim seriam necessárias mais de 4 milhões de árvores para produzir os 2 bilhões de caixas.

E agora, como comer pizza sem pesar a nossa consciência ambiental?

A preocupação ambiental tem feito com que diversas pizzarias troquem a tradição pela consciência. Isto porque a lenha pode ser substituída pelo gás liquefeito de petróleo (GLP), que é uma fonte de energia limpa, com excelente qualidade de queima e praticamente nenhuma emissão de poluentes. Os fornos a gás proporcionam mais praticidade, limpeza, produtividade, e pensando na saúde dos profissionais que fazem as pizzas, é também mais seguro. Do outro lado do balcão, que é onde nós estamos, fica a responsabilidade de evitar o desperdício – isso, sempre, aliás! Por isso, pode continuar praticando esse pecado da gula sem peso na consciência – pelo menos neste aspecto.

Se essa matéria abriu seu apetite…

Que tal uma receita para 4 pessoas, simples de fazer, que não faz mal para o meio ambiente e ainda de quebra com alimentos que você deve ter na despensa de casa? Veja o que você vai precisar e, mão na massa!

  • 4 pães velhos
  • 1 xícara (chá) de água
  • 1 ovo
  • 1 xícara (chá) de queijo parmesão
  • 1 xícara (chá) de molho de tomate
  • 1 xícara (chá) de mussarela

Mão na massa:

Pique os pães, misture com a água e o ovo até ficar uma massa homogênea.
Coloque em uma assadeira untada e asse por 15 minutos no forno pré-aquecido.
Depois, adicione o molho de tomate, salpique a mussarela por cima e o que mais desejar.
Leve ao forno por mais 15 minutos, até a superfície ficar gratinada.
Sirva em seguida.

Fontes: Food and Wine | Academy Alimentrium | Surrey | Wold Centric | Ultragaz | Comida e Receitas | Sindigas