A relação entre a introdução de espécies exóticas e a extinção dos animais

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Coelho
Foto: pictographic

O número de espécies extintas e em processo de extinção vem aumentando gradativamente. Entre os culpados estão diversos fatores como o crescimento desenfreado dos grandes centros urbanos, devastação da natureza, caça, poluição, e, até mesmo, introdução de espécies exóticas no ecossistema.

O processo que deveria contribuir para o equilíbrio do ecossistema é, na verdade, um dos grandes vilões e responsáveis pela extinção dos animais. Isso porque a chegada de espécies exóticas a um novo habitat nem sempre é positiva.

Quando uma espécie exótica é introduzida em um local estranho podem acontecer duas coisas: ou elas não resistem à competição com as espécies nativas e logo desaparecem, ou encontram um ambiente propício, sem predadores, e multiplicam-se, tornando-se pragas. A primeira opção, no entanto, é mais rara de acontecer, já que estima-se que somente 10% das espécies introduzidas conseguem êxito.

Desta forma, essa atividade provoca mudanças profundas no habitat, como o desequilíbrio do meio ambiente, e colocam as espécies em risco, levando à sua extinção. Além disso, esses animais prejudicam a saúde humana e, também, levam a perdas econômicas.

Por ser uma prática realizada há muito tempo, os exemplos de introdução de espécies na natureza são muitos. Na Austrália, por exemplo, a chegada de coelhos provocou a diminuição das populações de marsupiais nativos da região, como os cangurus, por causa da alteração de seu habitat.

Já no Brasil, a espécie que causa o desaparecimento de outros animais e danos ambientais é o mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), vindo da Ásia. O animal representa uma ameaça aos ecossistemas aquáticos e vem causando constantes problemas, como o entupimento em tubulações de usinas hidrelétricas.

Introdução das espécies e a colonização

As espécies exóticas, normalmente, são introduzidas por meio de atividades econômicas e culturais relacionadas e causadas pelo ser humano sem análise e estudo prévio.

Mexilhão-dourado
Mexilhão-dourado. Foto: peixevivocemig

A atividade teve início por volta do século XVI, quando os homens começaram a realizar viagens comerciais e transcontinentais com a finalidade de descobrir e colonizar novas terras para o fortalecimento da Europa. Era o momento certo para levar e trazer espécies de plantas e animais, e introduzi-los em diferentes continentes, por meio de navios e de depósitos.

Além dos problemas ambientais, muitos dos animais que foram introduzidos nas colônias foram responsáveis por doenças antes desconhecidas pelas tribos indígenas, contribuindo para o extermínio.