Conheça os “Big Five”, os animais emblemáticos do Cerrado

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Stock photo / Projeto Tatu-canastra / Miguel Rangel Jr / WWF Ao todo 22% das espécies do Cerrado estão ameaçadas.

Conhecido pela sua extensão e, claro, pela beleza, o Cerrado conecta três países da América do Sul (Brasil, Bolívia e Paraguai) e ainda funciona como um elo entre quatro dos cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.

Com exemplares únicos da fauna e da flora – é considerado a savana mais rica em biodiversidade do planeta –, a região mantém 11 mil espécies vegetais, 837 espécies de aves, 120 de répteis, 150 de anfíbios, 1.200 de peixes, 90 mil insetos e 199 tipos de mamíferos. Juntando tudo, dá quase 5% de todas as espécies no mundo e 30% da biodiversidade do país. Só o número de mamíferos do Cerrado representa mais de um terço do total conhecido no país, que é de 700 espécies.

Atualmente, menos de 10% do Cerrado está dentro de Unidades de Conservação, sendo somente 3% na categoria de proteção total, o que coloca em risco a integridade dos animais.

Além da diminuição das áreas naturais, a caça ilegal, os incêndios e as queimadas ameaçam a sobrevivência da fauna. Pelo menos 137 espécies (22%) estão ameaçados. Dentre eles, o lobo-guará, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira, a anta e o tatu-canastra, considerados emblemáticos do bioma.

iStockphoto.com / Pal Teravagimov Onça-pintada

Onça-pintada (Panthera onca): é o maior felino das Américas e corre risco de extinção no Brasil. A onça-pintada habita ambientes preservados, próximo a fontes permanentes de água e com grande quantidade de presas. A espécie está listada como quase ameaçada na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e como ameaçada de extinção na lista brasileira. Dentre as principais causas para isso estão o desmatamento e a caça.

Reprodução / Projeto Tatu-canastra Tatu-canastra

Tatu-canastra (Priodonte Maximus): também conhecido como tatuaçu ou tatu gigante, é considerado o maior e mais raro dos tatus existentes no mundo, podendo chegar a 1,5m de comprimento e 60 kg. Para os biólogos, a espécie é considerada o “engenheiro do ecossistema”, já que por meio de suas escavações o ambiente físico é alterado e novos habitats criados. Com hábitos noturnos, é um animal característico do Cerrado, mas que também tem incidências em outros biomas do Brasil, como Pantanal, Mata Atlântica e Amazônia. A espécie está ameaçada de extinção e é atualmente classificada como “Vulnerável” pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN e “Criticamente em Perigo” em diversos estados.

Flickr / Miguel Rangel Jr Anta

Anta (Tapirus terrestres): com um metro de altura e dois de comprimento, a anta é o maior mamífero terrestre do Brasil e na América do Sul. A narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba, chama a atenção. Solitária e de hábitos noturnos, está listada como “vulnerável” na Lista Vermelha da IUCN e “Em Perigo” (EN) no Cerrado.

iStockphoto.com / Musat Tamanduá-bandeira

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla): reconhecida por sua pelagem característica, que tem uma faixa diagonal preta com bordas brancas, o mamífero mede cerca de 2,20 metros de comprimento, pesa até 45kg, tem uma cauda grande e com pelos grossos e compridos e um focinho longo. Originalmente era possível encontrar o animal em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Reprodução / WWF Lobo-guará

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus): considerado o maior canídeo sul-americano, o animal pesa de 20 a 30 kg e possui uma pelagem avermelhada com as pernas longas e finas. Solitário, o lobo-guará é encontrado em áreas de vegetação aberta na região central da América do Sul, abrangendo porções do Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru – a estimativa é que existam pouco menos de 25 mil lobos-guará no mundo, sendo aproximadamente 20 mil deles no Brasil. A espécie aparece como “quase ameaçado” na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN.