Confira os estudos de impacto ambiental provocados pelo turismo na Antártida

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© Depositphotos.com / goinyk Antártida.

Principais responsáveis pela manutenção do clima da Terra, as calotas polares vem sofrendo com o efeito estufa e o aumento na temperatura do planeta. As previsões não são nada animadoras, uma vez que se o derretimento do gelo em nossos polos não for diminuído, as consequências serão desastrosas para o ser humano. Outra situação que vem contribuindo com o impacto ambiental, principalmente na Antártida é o turismo na extremidade sul do planeta, uma prática ainda sem regras adequadas para a preservação.

Até os anos 1990, o turismo na área levava, em média, 5.000 visitantes ao ano, valor que aumentou consideravelmente, principalmente com cruzeiros de luxo, embora também com voos que chegam à região. Atualmente, 32 mil pessoas visitam a Antártida todos os anos, o que acarreta uma série de prejuízos ao patrimônio natural do polo.

Com o aumento da frequência do turismo na Antártida, cresce também o risco de impacto ambiental, num lugar tão frágil e ainda pouco explorado. É o caso do lixo trazido, ou o impacto que o aumento dos meios de transporte (seja por navios ou aviões) possa causar. Os possíveis impactos da atividade turística que mais preocupam os especialistas são a ameaça à vida selvagem e os distúrbios causados às atividades dos pesquisadores nas estações científicas.

De acordo com estudos de impacto ambiental divulgados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o oeste da Península Antártica sofreu um aumento de temperatura média quatro vezes maior do que no resto do planeta. O resultado desse aquecimento inclui o rápido colapso e a desintegração das plataformas de gelo que estão mais ao norte; a aceleração do fluxo de geleiras na Península e ainda a migração de algumas espécies de pinguins e outras aves mais para o sul do continente.

Um dos maiores trunfos da luta contra a degradação do Polo Sul é o Tratado Antártico, documento que possui 50 países signatários e entrou em vigor em 1961. O Brasil, por ser um dos 29 membros consultivos, tem direito a voto e decisão. Entre as principais medidas estão a não militarização da região, a liberdade científica, proteção ambiental e suspensão de reivindicações territoriais.

Assim, uma boa saída para o problema é o incentivo ao turismo ecologicamente correto, realizado por navios e iates de pequeno e médio porte. Já navios transatlânticos devem ser proibidos, principalmente pelas razões ambientais, já que essas embarcações dificilmente seguem as regulamentações e o próprio fato de ancorarem na Antártida já resulta num impacto acumulativo.

© Depositphotos.com /goinyk Iceberg na Antártida.