Carros de três montadoras gastam mais combustível do que o anunciado, diz estudo

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iStockphoto.com / trendobjects Problema pode custar aos condutores cerca de 450 euros por ano.

A Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) acaba de colocar em xeque os novos modelos da Mercedes, BMW e Peugeot. De acordo com um estudo, eles consomem cerca de 50% mais combustível do que o registrado nos testes de laboratório.

Essa diferença tem crescido significativamente nos últimos anos, devido à instalação de dispositivos que manipulam os resultados oficiais. O documento, apesar dos resultados, não consegue comprovar esse tipo de fraude e, por isso, a organização pede que os membros da União Europeia investiguem as empresas.

Resultados da pesquisa

De acordo com os dados obtidos, a diferença entre os dados oficiais e as emissões reais de CO2/consumo de combustível aumentou para 40%, em média, em 2014. Em 2001, essa distância era de apenas 8%.

O estudo analisa o consumo de combustível como se ele estivesse em uma estrada e, ao explorar as falhas do procedimento de teste e as diferenças, revela que os veículos convencionais podem apresentar emissões de CO2 em estrada até 50%, como no caso dos modelos Mercedes classe A, C e E. Já o BMW Série 5 e Peugeot 308 estão abaixo dos 50%.

As falhas podem custar aos condutores uma média de 450 euros por ano em custos adicionais de combustível, em comparação com o valor de consumo divulgado nas propagandas e nos testes das marcas automóveis. 

Fabricantes não conseguem atingir meta proposta pela legislação europeia

Na Europa, os automóveis são responsáveis por 15% das emissões totais de CO2, sendo a maior fonte de emissões dentro do setor dos transportes. A legislação europeia exige que os fabricantes cumpram o valor máximo de 130g CO2/km até 2015 e 95g CO2/km até 2021.

No entanto, de acordo com o documento, apenas a Toyota cumpre a meta estabelecida para este ano, sem explorar as flexibilidades e distúrbios do sistema de testes de emissão – em geral, todos os outros fabricantes atingiram os seus limites legais explorando as falhas identificadas no sistema.