Brasileiro cria tampa de garrafa divertida e sustentável

796 Visualizações
Fonte: Divulgação / Cassidy Curtis/Creative Commons As tampas criadas são semelhantes às peças de lego e podem ser utilizadas para criação de diversos objetos.

Claudio Vollers desenvolveu a clever clap com o intuito de diminuir os prejuízos que embalagens plásticas causam ao meio ambiente. O carioca, que é filho de pai alemão e mãe suíça, é responsável pela área de pesquisas e desenvolvimento na empresa onde trabalha. Após convidar seus colegas designers para trabalharem com ele no desenvolvimento de um material sustentável, o resultado foram essas tampinhas de garrafas divertidas, bonitas e amigas do meio ambiente.

As tampinhas não por um acaso lembram brinquedos “lego” e elas são compatíveis com eles podendo ser agregadas em montagens que os incluam. Além de servirem para selar garrafas elas também podem ser montadas e viram verdadeiros brinquedos. É possível criar inúmeros produtos com os bloquinhos como porta-canetas, bancos, luminárias, porta-trecos e o que mais a imaginação permitir.

Lançada em 2014, rapidamente a invenção atraiu atenção mundial. Foi premiada em duas categorias – bebidas e formato embalagem – pela iF Design, na Alemanha, e eleita entre os 80 designs mais impactantes do mundo pelo London Design Museum.

Vollers deixa claro que não pretendia criar algo novo, mas sim inovar a partir de algo que já existia no mercado. A grande sacada dele foi privilegiar o reúso das tampinhas em detrimento da reciclagem, isso porque, mesmo o processo de reciclagem também acaba espalhando CO2 no ambiente já que faz parte dele o transporte e o uso de energia elétrica para a compactação dos produtos.

O custo das tampinhas é quase o mesmo das convencionais e sua fabricação exige os mesmos equipamentos das tampas comuns.  Em março, uma fabricante de água mineral de São Paulo começa a comercializar suas garrafas com a clever cap. Outra empresa do Ceará também promete levar as tampinhas de montar para a região nordeste.

Além disso, algumas empresas internacionais já se mostram interessadas pelo produto, mas Vollers pretende primeiro se estabelecer no mercado nacional para só depois levar sua ideia para fora.

Crédito:Divulgação / Cassidy Curtis/Creative Commons
Crédito: Divulgação / Cassidy Curtis/Creative Commons
Crédito: Divulgação / Cassidy Curtis/Creative Commons