Animais feridos podem voltar a ter uma vida normal através da tecnologia

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discapacidadonline Hoppa, vira-lata.

Em busca de desenvolvimento industrial e econômico, a humanidade tem agredido a natureza, causando devastação à flora, além de ferimentos e mortes à fauna. Contudo, devido às baixas populacionais e a frequente ocorrência de extinção das espécies, já está mais do que na hora de aplicar toda a criatividade humana e investimento de recursos em benefício dos animais, afinal, há equipamentos para realizar esta justa missão. Sensibilizadas com os danos infligidos aos bichos, algumas iniciativas utilizam tecnologia para dar a eles uma vida normal.

Considerando que o homo sapiens é responsável por provocar acidentes e fornecer maus tratos aos animais, a raça dominante do planeta tem o dever de reparar seus atos contra os seres irracionais que, em muitas ocasiões, carregam sequelas destes lamentáveis eventos até o fim de sua existência. Portanto, através da implantação de próteses criadas especialmente para atender cada necessidade, os bichos, de répteis até um elefante, estão recebendo de volta todas as suas funcionalidades corporais.

Deste modo, a tartaruga Tzvika, atropelada por um cortador de grama, que gerou fraturas no casco e lesões definitivas em seus membros traseiros, teve um par de rodas adaptado a seu corpo, devolvendo-lhe a mobilidade. Já a Yu, também integrante da ordem dos quelônios, sofreu avarias mais graves, tendo se enroscado numa rede de pesca e patas dianteiras mastigadas por um tubarão, mas ganhou novas nadadeiras.

O Yorkshire Terrier, chamado Hope (“esperança”, numa tradução do inglês), também teve uma roda acoplada à sua estrutura, uma vez que possui uma pata deficiente, e parece não ter dificuldades para se locomover, assim como Billy, um bulldog francês. Anteriormente sem lar, o cachorro Snow foi presenteado com próteses na região posterior e, só assim, pôde superar um problema de paralisia que o afetava desde seu nascimento.

bmpak Hope, yorkshire.

Registrado no México, outra ocorrência demonstra a crueldade humana, pois, membros de uma gangue de traficantes cortaram as duas patas dianteiras do canino Pay de Limon, num teste para realizar punição semelhante a humanos. Diante de tamanha covardia, uma organização realizou uma campanha de arrecadação que levantou 6 mil dólares, para o desenvolvimento de implantes para o bicho terrivelmente machucado.

Abandonado por ter perdido as pernas num incêndio quando ainda era filhote, Naki’o precisou de próteses para os quatro membros e, posteriormente, o cão foi adotado. Sem raça definida, Hoppa, que nasceu sem as patas frontais, obteve o socorro de um estudante de arte, responsável pela criação de uma “cadeira de rodas”, para superar a deficiência.

cheezburger Fuji, golfinho.

Ao redor do mundo há outros casos de recuperação de animais, como os gatos Oscar e Cici, respectivamente, que receberam pernas e uma roda para recuperá-los de acidentes, e do porquinho Chris Bacon, vítima de atrofiamento das partes traseiras, um problema sanado pela elaboração de uma cadeira de rodas especial para o suíno.

Atuando em maiores proporções, o homem se mostrou capaz de ajudar um golfinho, uma fêmea, batizada de Fuji. Atacada por uma doença desconhecida, em 2002, responsável pela perda de 75% de sua cauda, o cetáceo teve a extremidade recomposta por meio da instalação de uma peça artificial. Com o auxílio de um hospital para elefantes, a fêmea Motala, que pisou numa mina terrestre, recebeu uma prótese após 10 anos de sofrimento e voltou a andar normalmente.

Em âmbito mundial, conforme a Onca, um grupo defesa animal, aproximadamente 60 bilhões de animais são açoitados anualmente em matadouros. Assim sendo, o encerramento do comportamento aniquilador exercido pela humanidade já se faz mais do que necessário, afinal, tecnologias e exemplos para melhorar a vida dos elementos da fauna não faltam.