Adoção de animais: conheça as regras do processo e saiba como adotar um!

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Apenas uma parcela de mais de 30 milhões de animais abandonados conseguem ser adotados.

De acordo com estimativa feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2014, no Brasil há mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados. A maioria desses animais é formada por cães, que totalizam cerca de 20 milhões, enquanto a população de gatos que vivem nas ruas ou abrigos é de aproximadamente 10 milhões.

Este quadro, porém, deve ser bem pior atualmente, considerando a quantidade de animais que continuam perambulando pelas vias públicas. Em geral, esses animais sobrevivem apenas da sorte de encontrar comida, água e abrigo para dormir em dias chuvosos e frios, sendo que alguns encontram uma oportunidade para ficar em abrigos administrados por organizações não-governamentais.

Uma parcela desses animais tem a felicidade de encontrar um lar amoroso para chamar de seu, onde recebem todos os cuidados necessários para seu conforto e bem-estar. Se você é uma dessas pessoas que deseja ter um pet e ainda colaborar para reduzir esse número assustador de animais de rua, confira as regras para adotar:

Regras para adoção de animais

Idade

Animais de estimação só podem ser adotados por pessoas com idade igual ou superior a 21 anos. Mesmo assim, algumas instituições querem saber se os demais integrantes da família estão de acordo com a adoção do animal. Um conflito familiar pode resultar em mais um abandono ou maus tratos.

Documentos

Para formalizar a adoção é necessário apresentar a cédula de identidade, CPF e o comprovante de residência. Com isso, a entidade controla os processos de adoção e, como muitas delas implantam microchips nos animais, fica mais fácil localizar o adotante caso o animal seja encontrado nas ruas novamente.

Responsabilidade

Outra exigência é a assinatura de um termo de responsabilidade, por meio do qual o adotante assume o compromisso de cuidar bem do animal. Ao assinar esse documento, o adotante está sujeito às penalidades legais, em caso de maus tratos e abandono do animal.

Entrevista

A entrevista faz parte do processo de adoção em algumas entidades. O objetivo é avaliar se a pessoa interessada realmente tem condições para cuidar do animal: alimentação, assistência veterinária, adestramento, proteção, entre outros cuidados.

Taxas

Algumas instituições cobram uma taxa de adoção para custear o microchip de identificação do animal e o Registro Geral de Animais. Por isso, antes de tomar a decisão, confirme se a organização cobra alguma taxa.

O que levar em conta ao planejar a adoção de um animal?

Adotar um animal abandonado é um ato de amor e solidariedade. Antes de tomar essa decisão, porém, é importante avaliar se você e a sua família têm condições para assumir tamanha responsabilidade. Um filhote viverá com você por, pelo menos, 10 anos. Um animal adulto pode ter um tempo mais curto de vida, mas, justamente por estar em uma idade avançada, precisará receber muitos cuidados e atenção.

Além disso, um animal de estimação implica em custos com alimentação, vacinas e tratamentos veterinários. Dependendo da raça, você terá despesas com a tosa e o adestramento profissional. Fora isso, é necessário ter tempo para brincar e passear com os cães. Gatos são mais independentes, mas também precisam encontrar espaços seguros e confortáveis para viver bem.

Se você não tem condições para adotar um animal, considere a possibilidade de ajudar as entidades que abrigam cães e gatos. Faça parte da rede de voluntários que buscam lares para animais abandonados e das campanhas de arrecadação de fundos para a manutenção dos abrigos. Use as redes sociais para conscientizar as pessoas sobre a posse responsável e não deixe de denunciar os maus tratos aos animais.

Imagem: hedgehog94 / iStock / Getty Images Plus