Tijolo de plástico: uma solução para a construção civil?

O design do brinquedo Lego serviu de inspiração para esse tijolo inteligente

1 de janeiro de 2016
publicado por
Dinâmica Ambiental

Reprodução / Ecomat Research Os tijolos são fabricados a partir de garrafas PET recicladas, cimento e gesso.

Um tijolo de plástico, elaborado pela empresa inglesa Ecomat Research, pode ser uma opção inteligente e sustentável para a construção civil em um futuro próximo. O tijolo possui um conceito de montagem que lembra o brinquedo Lego e pode ser “encaixado” de várias maneiras para se ajustar ao projeto do qual fará parte, inclusive sendo assentado com encaixes.

Ele possui 33 centímetros de comprimento e 25 de altura e é feito à base de plástico reciclável, cimento e argamassa, materiais sustentáveis e que estão apresentando resultados excelentes no que diz respeito à durabilidade e adaptação. Cada bloco pesa cerca de dois quilos e apresenta boas capacidades termoacústicas.

O produto, que já é conhecido como “tijolo do futuro”, se saiu muito bem em testes que forjavam abalos sísmicos, porque a maneira como seus encaixes são feitos faz com que a estrutura criada ficasse muito firme e aderente. Ele também impede a infestação de suas estruturas por fungos e bactérias, promovendo um ambiente mais seguro de infestações e paredes mais firmes, livres de rachaduras ou mofos.

Reprodução / Ecomat Research Os tijolos para encaixar são leves, resistentes e podem ser usados para construir praticamente qualquer estrutura.

Além de todos esses benefícios, o material ainda resiste à ação das chuvas, dos ventos e da maresia. Seu encaixe tipo Lego possibilita que a construção de edificações aconteça em um prazo muito mais curto do que os normais. O “tijolo do futuro” já possui aplicabilidade e faz parte de construções de casas para refugiados e vítimas de catástrofes naturais que perderam seus lares.

Esse tijolinho mais que especial já participou de feiras na Itália, na Romênia e no Brasil, nas feiras Plastech Brasil, Construnorte e Feicon Batimat. Que a técnica se expanda para o Brasil e para o mundo!