Universidade faz plástico a partir de óleo de cozinha

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Além de durável, o novo plástico se degrada ao entrar em contato com a terra ou o mar, podendo, inclusive, ser ingerido com segurança pelos peixes

A crescente preocupação com os resíduos gerados pelos hábitos de consumo da humanidade, tem feito com que pesquisadores de vários países busquem soluções que minimizem os impactos negativos ao planeta.

Uma dessas iniciativas vem da Eslováquia. Uma parceria entre a Universidade Eslovaca de Tecnologia e o estúdio Crafting Plastics, resultou na criação de um material, resistente como o plástico, feito a partir de óleo de cozinha usado, amido de milho e açúcar.

O bioplástico, batizado de Nuatan, é completamente degradável ao entrar em contato com o meio ambiente, sem oferecer qualquer risco de contaminação, podendo, inclusive, ser consumido pelos peixes.

Bioplástico durável e versátil

O material demonstra bastante versatilidade, pela facilidade em ser transformado em diversos tipos de embalagens, inclusive de alimentos.

De acordo com os criadores, o material pode suportar temperaturas acima de 100 graus Celsius e tem uma vida útil estimada de até 50 anos, dependendo da composição da mistura. Em uma composteira industrial ele se degrada em água, CO2 e biomassa.

Uma segunda geração do Nuatan, já em desenvolvimento, permitirá que o material se degrade em composteira doméstica, em contato com o solo ou com a água do oceano.

Atualmente, o custo de produção do Nuatan é muito alto para torná-lo viável em produções de larga escala. Os designers Vlasta Kubušová e Miroslav Král do Crafting Plastics utilizaram o material para o desenvolvimento de óculos. Eles coloriram o material com pigmentos naturais, como resíduos de café e açafrão. Para tornar o produto 100% biodegradável, os profissionais criaram dobradiças sem metal, especialmente desenvolvidas para este produto. O preço de cada armação pode variar de 250 a 400 euros.

Agora, a dupla espera que a criação possa atrair investidores que ajudem a encontrar maneiras de reduzir o custo de produção do Nuatan, para que o seu uso possa se popularizar.