Recicláveis e biodegradáveis: empresa cria máscaras feitas com plantas

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Estudos estimam que 129 bilhões de máscaras descartáveis são utilizadas por mês em todo o mundo. Devido ao risco de contaminação, muitas não são recicladas e acabam despejadas em aterros sanitários, ou terminam em locais como rios e oceanos, poluindo o meio ambiente e causando riscos à biodiversidade.

Ciente dos danos ambientais causados pelo descarte incorreto de máscaras faciais, a empresa G95 desenvolveu e lançou a Oceanshield, uma nova máscara 100% reciclável e biodegradável.

Todos os componentes da máscara Oceanshield – desde os ganchos para os ouvidos até a ponte do nariz – são feitos inteiramente com materiais PLA à base de plantas, que são 100% biodegradáveis. Isso inclui os sacos em que são enviados, as embalagens individuais para cada produto e a tecnologia de filtragem G95 integrada.

Após o uso, seus usuários ainda podem colocar as máscaras no mesmo envelope em que chegaram e enviá-las de volta gratuitamente para a G95, que se compromete a reciclá-las em novas máscaras.

Em compensação, caso não sejam enviadas para reciclagem, a empresa garante que as máscaras se degradarão em aproximadamente 90 dias, graças à sua composição à base de plantas.

“Há vários anos, começamos a desenvolver uma versão especial do nosso material de filtragem. Depois de vermos os danos que os EPIs descartados estava causando aos nossos oceanos em todo o mundo em 2020, trabalhamos intensamente para trazer esse material especial ao mercado”, afirma o site da G95.

As máscaras Oceanshield são entregues em todo o mundo, custando 75 dólares por unidade. A empresa ainda garante frete grátis para pedidos acima de 100 dólares. Saiba mais no site da G95.

Cortar o elástico das máscaras antes do descarte pode salvar vidas

Enquanto a máscara Oceanshield não se torna uma tendência como as versões utilizadas atualmente, que não são podem ser recicladas, é importante sempre fazer o descarte correto. E, para estimular a população britânica, a instituição local RSPCA, que promove o bem-estar dos animais, lançou recentemente uma campanha para cortar o elástico das máscaras antes do descarte.

Em apenas um mês, a RSPCA recebeu 900 chamadas sobre animais presos em máscaras, em especial aves que enroscam bicos e patas. Confira algumas dicas de como protegê-los:

– Recicle e reutilize tanto quanto possível – e coloque todo o resto na lixeira;
– Corte as alças das sacolas plásticas antes de reciclar para evitar que os animais fiquem emaranhados;
– Corte suportes para latas de plástico e elásticos para que os animais não sejam apanhados;
– Corte luvas descartáveis para evitar que os animais fiquem enroscados;
– Limpe e esvazie os recipientes após o uso e feche as latas ou corte os recipientes ao meio antes de reciclar.

Essa campanha chamou a atenção da Prefeitura de São Paulo que, em parceria com a Via Quatro e a Via Mobilidade, passou a colocar cartazes nas estações das linhas amarela e lilás do Metrô como forma de conscientizar a população sobre o assunto.

Mobilidade Sampa

A utilização de equipamentos de proteção individual, como as máscaras, ainda é indispensável e uma das principais formas de prevenção do vírus que causa a Covid-19. Por isso, é de extrema importância que todos se engajem no descarte correto desses itens, garantindo a manutenção do meio ambiente e dos animais que o habitam.

Fontes: G95 | Só Notícia Boa | Green Me | Prefeitura de São Paulo | Mobilidade Sampa | Science Daily